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Especial Mação | Retrato das Freguesias: Mação, Penhascoso e Aboboreira

No âmbito da Feira Mostra, este ano na sua 24ª edição, o mediotejo.net visita o Concelho de Mação, dando a conhecer um pouco da história de cada uma das 6 freguesias que o compõem.

A Rainha Santa Isabel concedeu o primeiro foral a Mação e o segundo foral foi-lhe concedido em 1355 por D. Pedro I. Em 1834 foram extintos os concelhos de Belver, Envendos e Carvoeiro sendo incorporados em Mação. Em 1867, o concelho de Mação foi extinto, passando por um curto período de tempo para o concelho de Proença a Nova, readquirindo o estatuto de concelho a 10 de Janeiro de 1868.

A origem do nome Mação poderá estar relacionada com o termo francês ‘maçon’, por aí poder ter sido o povoado de um pedreiro-maçon. Uma variante levanta ainda a hipótese de o nome desse homem ser ‘Maçon’ (antiga forma do nome ‘Marçal’).

Aboboreira terá sido conquistada aos muçulmanos por D. Afonso Henriques em meados do século XII. Ao contrário das restantes povoações do concelho de Mação, tanto Aboboreira como Penhascoso ficaram sob dependência directa da corte portuguesa. Penhascoso pagava foro à coroa pela captação de águas das ribeiras para moinhos, pisões e lagares de azeite e depois de pertencer ao Concelho de Sardoal até 1895, foi incorporada no concelho de Mação em 1898.

A origem do nome Aboboreira está, como na maior parte destes casos, ainda por comprovar. A que tem recolhido mais aceitação, pelas recolhas etnográficas feitas, é a teoria de que o nome provém da árvore de fruto figueira. Quando estas abundam, são chamadas de ‘abebera’ e quando se enche de frutos ainda hoje é chamada de ‘abebereira’. Outra das teorias, também com uma aproximação fonética da toponímia tem origem na abundância de abóboras na região.

Penhascoso era até ao ano de 1941 chamada de ‘Panascoso’. A origem deste topónimo estaria na planta ‘panasco’, abundante na região e utilizada como pasto pelos gados. O nome foi alterado nesse ano por decreto com o argumento de que o nome ‘Penhascoso’ afinal derivaria da palavra ‘Peña’, que deu origem a ‘Penha’, o que estaria mais de acordo com as características penhascosas (rochosas) do terreno onde a povoação se situava.

Tem a palavra… José Fernando Martins, 50 anos, no cargo desde 2013, eleito pelo PS.

Foto: mediotejo.net

O que tem de melhor e de pior a sua freguesia?
Melhor: As pessoas e a forma como diariamente “labutam” para levar a sua vida para a frente.
Pior: Muitas aldeias vitimas da desertificação do interior do país em geral e deste concelho e União de Freguesias em particular e povoamento disperso com muitas casas sem habitantes.

Como tem sido a relação da Junta de Freguesia com a Câmara de Mação?
Normal em que ambos os executivos eleitos estão empenhados no melhor para a sua terra. Tem existido colaboração, apoio e interajuda das duas partes. Gostava que tivéssemos ido um pouco mais além no que toca a acordos de execução. Tínhamos condições para poder fazer mais. Esse não foi o entendimento do Executivo Municipal… Tenho pena.

Que dificuldades sente na gestão da freguesia?
Essencialmente a falta de um operacional que pudesse desempenhar as funções do tipo “Encarregado Geral”. Que coordenasse e realizasse trabalho de campo junto das populações com o restante pessoal. É o Presidente da Junta quem desempenha essa função e, por isso, muitas vezes não consegue desempenhar convenientemente as tarefas da gestão porque tem que andar na rua a acompanhar e realizar os trabalhos de campo. São muitas horas de trabalho diário (actualmente cerca de 16, mas já foram 18) para que as coisas possam ir acontecendo positivamente em favor das populações. A falta de pessoal qualificado também obriga a um maior esforço de quem dirige e coordena.

O que é mais gratificante no cargo de presidente de junta?
Poder estar em contacto diário e permanente com as populações e assim poder contribuir activamente na resolução dos seus problemas; Poder chegar ao final de cada dia e sentir que fui útil para as pessoas. Para além da resolução dos problemas, são gratificantes as actividades que promovemos, que dão um forte contributo para reforçar laços entre pessoas e organizações, nomeadamente Associações Culturais, Recreativas e Desportivas. Também é muito satisfatório sentirmos que a população acolhe com agrado o nosso trabalho, reconhecendo-lhe valor e mais valia para o colectivo.

Complete a frase: Não gostaria de terminar o meu mandato sem… antes o renovar para um novo período de mais quatro anos.

Aboboreira
Foto: CM Mação

Retrato da Freguesia

Oragos: Nª Srª da Conceição (Mação), Nª Srª do Pranto (Penhascoso) e São Silvestre (Aboboreira)

Localidades:
Mação, Caratão, Carregueira, Casas da Ribeira, Castelo, Corga, Pereiro, Rosmaninhal, Santos e Vale de Abelha; Penhascoso, Casal de Barba Pouca, Espinheiros, Monte Penedo, Queixoperra, Ribeira de Boas Eiras e Serra; Aboboreira, Casalinho, Cerro do Outeiro, Chão de Codes, Louriceira e Vale de Amêndoa.

Área: 134,11 Km2
População: 3.543 habitantes

 

Brasões

Ordenação heráldica: 21 de agosto de 2001
Descrição: Escudo de prata, uma faixa de vermelho, endentada no bordo superior, acompanhada em chefe por ramo de pinheiro de verde, frutado de vermelho e ramo de oliveira de verde, frutado de negro e, em ponta, de um monte de verde. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “FREGUESIA DE MAÇÃO”.

Ordenação heráldica: 31 de outubro de 2002
Descrição: Escudo de azul, vieira de ouro realçada de negro e duas estrelas de David, de prata, tudo alinhado em roquete; em campanha, monte de três cômoros de ouro, movente da ponta. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “PENHASCOSO”.

Ordenação heráldica: 10 de julho de 2002
Descrição: Escudo de ouro, roda de azenha de negro, entre dois ramos de oliveira de verde, frutados de negro, com os pés passados em aspa, tudo encimado por três pinheiros arrancados de verde, frutados de vermelho, alinhados em faixa. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “ABOBOREIRA”.

Paula Val
Começou numa das primeiras rádios locais do País, nos seus tempos de liceu, passou pelas (então) novas áreas da informática, a par dos estudos da faculdade, e acabou por apostar na banca de investimento, a que se dedicou durante 20 anos. Trocou a capital por Abrantes e os números pelas letras, que conjuga com a paixão pela fotografia. Não se conforma com o uso do acordo ortográfico, gosta dos "P" e dos "C", mesmo que não se leiam. Mulher de 20 ofícios, dedica-se hoje à gestão e produção de vários projetos do grupo editorial do mediotejo.net

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