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Segunda-feira, Setembro 20, 2021

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Mação | Ortiga: Tejo sem lampreia não trava tradição (c/vídeos)

A espuma tem feito os nossos dias, colocando o país inteiro de olhos postos nos trágicos episódios de poluição que têm assolado o maior rio em território português. Nunca o Tejo fora tão badalado, fossem melhores os motivos… Outrora rio crivado de peixe e boa lampreia, com águas aceitáveis, deixa hoje lavados em lágrimas os que praticamente nele nasceram e dele viveram. Em Ortiga, concelho de Mação, o cenário é pintado de preto. Os pescadores não saem para a pesca, não se vende peixe do rio, e lampreias ali, por enquanto,… só no arroz dos restaurantes. Mas são forasteiras, compradas no norte do país e em França, que têm ajudado a manter a tradição.

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Passamos a ponte da barragem de Belver, e pisamos Ortiga. Do lado de lá da linha do comboio, o apeadeiro. Do lado de cá, a espreitar o sol na esplanada, estava Helena Matias. Ou, como é conhecida, a Lena da Barragem. Um espaço de restauração típico, de comida caseira e tradicional, onde a lampreia tem feito, há cerca de 40 anos, as delícias de milhares de visitantes.

O restaurante, que já vai na terceira geração, era dos sogros, e agora está a passar para as mãos da filha, Fátima. Mas o orgulho com que o disse depressa deu lugar a um rosto feito de amargura, dúvida e preocupação. O cenário, diz, é “triste” e “preto”.

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Com a suspensão do Festival da Lampreia, anunciado pela autarquia maçaense, vieram as confirmações do que já se temia: a desconfiança, a diminuição da procura e a necessidade de comprar lampreia pescada noutros rios, bem longe do Tejo.

“As pessoas podem vir descansadas… é triste, mas a lampreia não é do Rio Tejo”, afirma, referindo que independentemente de ter sido cancelado o festival, o Arroz de lampreia continua a fazer parte da ementa, por encomenda.

Caso dos grupos, já prata da casa, que continuam a vir a partir desta altura “porque têm confiança, sabem que não os estamos a enganar”. Mas a chave é “comunicar”, dando a certeza de que a lampreia é servida em perfeitas condições, e que é oriunda de outros lados, da região do Minho e até de fora do país, de um fornecedor da França.

Helena Matias, há 40 anos na gestão do restaurante “A Lena”, lamenta que a lampreia e o peixe do rio já não sejam do Tejo. A empresária esforça-se por manter a fidelidade dos clientes numa altura em que a má saúde do rio tem trazido má publicidade. Foto: mediotejo.net

“O Tejo não tem lampreia. As pessoas que não tenham ilusões, porque o Tejo está morto. É triste… estou aqui há 40 anos, quando para aqui vim o Tejo estava de perfeita saúde, e existia aqui nesta época, normalmente a partir de 15 de fevereiro, cerca de 40 barcos da zona de Nisa, Monte do Arneiro, cada um desses barcos trazia duas pessoas e assim se governavam 80 famílias. Isso já não existe”, recordou Helena Matias, desgostosa.

Entretanto, surge na conversa outro problema, pois segundo a proprietária daquele restaurante, o açude insuflável de Abrantes é outro dos fatores que vieram contribuir para esta falência da tradição e do rio, principalmente na zona ribeirinha de Ortiga.

“Antes os pescadores, mesmo com os problemas de passagem do peixe no açude, deslocavam-se ao lado de baixo” mas agora, garante, “nem no lado de baixo, nem no lado de cima”.

Helena Matias diz já ter visto muita espuma no rio, mas entre 23 e 24 de janeiro, um manto de espuma grotesco chamou a sua atenção. “Com a idade que tenho, nunca vi uma coisa assim!”, exclamou, referindo que aquele manto “parecia o véu de uma noiva Tejo abaixo”.

E isto, desde o verão, tem assustado os pescadores, que ali não pescam “há mais de seis meses”, pois não vale a pena. O motivo? Ninguém procura ou pergunta pelo peixe.

“As pessoas deixaram de perguntar pelo peixe do rio, que era uma coisa que também se fazia muito. As fritadas com açorda, ou mesmo o peixe de rio grelhado. A gente não tem o peixe, nem as pessoas o procuram também”, lamentou.

Seja como for, Lena e a filha não querem enganar o cliente. Fátima afirma veemente que “o lema é ‘não faço o que não como’. Mas as pessoas mostram-se desconfiadas… não é fácil. Mas como diz o outro: melhores dias virão”.

A receita, no restaurante “A Lena” mantém-se há 40 anos. O restaurante já vai na terceira geração, estando agora aos comandos de Fátima, filha de Helena, que a acompanha há 25 anos nestas lides. Foto: mediotejo.net

A receita, passados 40 anos, mantém-se, “é sempre igual”, mas aplicada a lampreias forasteiras. “Já temos fornecedores, porque houve sempre anos em que a lampreia do Tejo se tornava escassa. Houve anos de secas em que também não havia lampreia, porque gosta muito de águas novas, gosta de cheias”, explicou Helena Matias, recordando que há muito se nota a falta de caudal no rio, que em certos anos transbordava e alagava outras freguesias ribeirinhas ali perto, caso de Alvega.

No restaurante ‘A Lena’, a lampreia “vem do norte de Portugal e vem da França”, havendo já uma estimativa de ano para ano, e contando com os fornecedores para garantir que o ciclóstomo chega ao prato dos que o queiram vir degustar.

Os grupos maiores, confidenciou Lena, começam a chegar entre o Carnaval e o fim de abril. “Já estão a marcar”, contou, “mas perguntam sempre: de onde é que é a lampreia?”. Ao que a anfitriã diz responder sempre “estejam descansados que a lampreia não é daqui”.

Mais acima, no restaurante ‘O Bigodes’, outra referência no que toca à confeção de peixe do rio, José Francisco e Joaquina também continuam a servir lampreia por encomenda prévia, apesar da suspensão do festival. O empresário diz que a lampreia continuará a integrar a ementa “porque faz parte da terra”, apesar de garantir que o ciclóstomo ultimamente chega “do Minho, de Coimbra, de outros lados”.

“A qualidade é boa, não é tão rija como a nossa do Tejo, porque o Tejo é mais rochoso. De resto, a qualidade mantém-se e as pessoas podem vir à vontade”, afirmou.

José e Joaquina já estão a aceitar encomendas, optando igualmente por encomendar o ciclóstomo a fornecedores do norte do País: Minho e Coimbra. Foto: O Bigodes

Ainda assim, José nota, à semelhança de Helena Matias, a dita desconfiança dos clientes. “As pessoas estão desconfiadas, mesmo quando vêm comer peixe, porque pensam que é daqui… apesar de nós tentarmos mostrar às pessoas que não é”, desabafou, acrescentando que não faz sentido tentar trapacear o cliente. “Se nós tivermos peixe daqui, estamos a contradizer-nos e a fazer aquilo que não devíamos, nem devemos, fazer. Não há no Tejo, há noutros rios. E nós vamos à procura de pescadores dessas outras zonas, e vamos continuar a fazer os pratos típicos”, declarou, certeiro, convidando as pessoas a vir “à vontade”, garantindo qualidade.

Mas o futuro, segundo o empresário, está tremido, uma vez que já coloca em causa a sustentabilidade do Tejo. “Veremos… Nós não sabemos o que vai acontecer, se continua a acontecer isto no rio ou não”, pondera, notando que “é preciso é que tratem do rio para que tenhamos peixe do rio Tejo, que é o nosso rio, somos banhados por ele… Se não for assim, vai-se perder muita coisa”.

Para José, a bem da economia “não vale tudo”, não pode valer. Caso contrário, acredita o proprietário d’O Bigodes, que “qualquer dia, acabou”, uma vez que o Interior do país sofre cada vez mais com a desertificação, motivo que o levou a sair de Mação para Lisboa, procurando oportunidades.

Em Ortiga, o restaurante ‘O Bigodes’ continua a servir lampreia. Na foto, Joaquina, é responsável pela confeção do típico Arroz de Lampreia à moda de Mação. Foto: mediotejo.net

Volvidos cerca de 35 anos de trabalho na capital, quis voltar. E voltou. “Regressei e pensei que vinha para ter uma vida boa. Afinal, essa vida boa acabou, porque não temos o que devíamos ter”, confessou, com algum desconsolo, lamentando que o rio que lhe afamava o negócio se encontre a definhar.

Foi-se o Tejo? O rio na voz de quem o navega por estes dias

Na visita ao restaurante de Helena Matias, encontramos o genro, Francisco Pinto, pescador com 30 anos de licença profissional e que pode gabar-se de tratar o Tejo por tu, avistando-o e vigiando-o de perto. Há 8 meses, deixou de (tentar) pescar alguma coisa no rio, que em tempos lhe proporcionava boa apanha de lampreia na companhia do seu pai.

Santana, o barco picareto, está atracado na zona do antigo Bairro dos Pescadores. Onde antes se contavam mais de 30 barcos, hoje, estão apenas dois, em repouso na margem do rio.

“Há oito meses que não vou deitar uma rede à água, que não apanho um peixe, nada”, confessou Chico, como é tratado por ali, mencionando que “antes disso, ia uma vez por acaso [à pesca] porque os peixes não estavam a apresentar condições, haviam cheiros na água”, descreveu.

O pescador, que parou “completamente”, afirma que “isto até dá vontade de chorar, como a gente viu e como isto era há uns anos atrás… de há quatro anos para cá tem vindo a degradar-se de ano para ano”.

Helena Matias, proprietária do restaurante “A Lena”, com os pescadores Francisco e Sérgio, enquanto lamentava e comentava as notícias sobre as descargas poluentes, em Vila Velha de Ródão. Foto: mediotejo.net

Recordando 2017, Francisco diz que foi um ano “mau”, recordando uma noite de pesca de lampreia junto do açude de Abrantes, onde pescara nas últimas vezes, em que “começou a correr espuma de tal ordem que entrava para dentro do barco… e atenção que o barco tem mais de um metro à frente”, contou, lamentando não ter filmado na altura.

O Tejo que conhecia tem sido, no seu entendimento, “um esgoto a céu aberto”, e é urgente agir. “Ou metem mão nisto, ou então… acaba por morrer mesmo tudo”, garante.

E as memórias assaltam novamente, trazendo os tempos em que dezenas e dezenas de pescadores se acompanhavam no rio, nas lides da pesca, noite e dia, à espera dos troféus que o rio prometia em épocas de cheia. “Se formos lá ver agora”, disse, “está lá o meu barco, nem tem redes, nem tem nada… Está há meses parado”.

E prevê voltar a pescar? “Vamos ver… Eu não acredito em nada, nada, nada disto”, afirma, mostrando-se cético. “Os pescadores, que sofrem na pele, não vão receber nada de certeza absoluta, isto é mais do mesmo. Como se prevê que pouca chuva virá e que vai estar seco como no ano passado, a tourada vai continuar. Isto vai aparecer mais, de certeza absoluta…”, retorquiu.

A qualidade do peixe, do pouco que Francisco pensa que restará, é uma incógnita, não havendo comunicação de nenhuma autoridade ou entidade. “Não sabemos de nada porque ninguém nos diz, ninguém nos mostra se podemos pescar, se não podemos, se faz bem à saúde, se não faz…”, aferiu, recordando que deixou a pesca por iniciativa própria; e tantos outros se viram obrigados ao mesmo.

Ultimamente, o pescador tem ajudado uma equipa de biólogos a monitorizar siluros num estudo no rio Tejo. Por curiosidade, Francisco deu-nos informação de que no dia 27 de janeiro, um sábado, ao serem feitas medições de oxigénio no leito principal do rio, este encontrava-se com percentagens anormais. “3,4% à superfície” e “a sete metros de profundidade estava a cerca de 2,5%”, referiu, indicando que o ideal é de 8 por cento (razoável) a 10% (excelente). Ali perto, na Ribeira de Eiras, feitas medições no mesmo dia, a percentagem de oxigénio compreendia os 9%.

Santana, o barco picareto de Francisco Pinto, pescador que desistiu da pesca no Tejo há 8 meses. Foto: mediotejo.net

As pessoas já não procuram peixe do rio. Nada de bogas, achigãs, bordalos, gobios. “Nada, nada, nada. Na nossa zona toda a gente comia peixe do rio, toda a gente adorava o peixe do rio. Chegávamos a sair daqui nove pescadores, todos os dias, a vender peixe, e conseguia-se vender tudo”, lembrou. “Atualmente, estou aqui sozinho. Nem chego a sair, porque as pessoas não procuram, nem aqui no restaurante, porque têm medo”, diz, fazendo referência ao facto de optar por comprar peixe de rio “a um moço que o apanha no Alqueva”. Mas nem assim.

Por seu turno, Sérgio Rosa, do Monte do Arneiro, Nisa, é presença assídua lá para os lados de Vila Velha de Ródão. Afirma que, com os seus cerca de 20 anos de lides da pesca, “era costume pescar de Vila Velha para baixo, até à Barragem do Fratel”, mas de “há quatro ou cinco anos para cá” começou a optar por não o fazer.

“Pescamos de Vila Velha para cima, porque para baixo não se pode pescar”, afirma, garantindo que “quase todos os dias eles [empresa de celulose que interpôs processo contra Arlindo Consolado Marques, o guardião do Tejo] estão a fazer descargas. Eu passo lá todos os dias, ali por cima, todos os dias acontece aquilo. Umas vezes mais [quantidade] que outras”.

Sérgio Rosa desafia que alguém vá fazer “a experiência” de tentar apanhar peixe de Vila Velha para baixo. O pescador de Nisa garante, cheio de certezas, que “de Vila Velha para baixo não há peixe. Só de Vila Velha até à Barragem espanhola é que há. E o que há é pouco. Para baixo, não há nada”.

Quanto ao facto de se saber quem são os prevaricadores, pelo menos no que à descarga de resíduos se refere, Sérgio diz não restarem dúvidas. “Toda a gente sabe que é de lá, só não vê quem não quer”, acusou.

O que um rio moribundo (não) faz – a visão do autarca Vasco Estrela

Por fim, encontramo-nos com o presidente da Câmara de Mação, no edifício dos Paços do Concelho. No início da entrevista, Vasco Estrela começa por justificar o porquê de o Festival de Lampreia ter sido suspendido este ano. “A CMM entendeu suspender o festival porque tínhamos pela primeira vez condições inadmissíveis no rio para que o peixe pudesse ser pescado em qualidade e quantidade, dando a garantia que os restaurantes têm de dar às pessoas que lá vão fazer as suas refeições”, explicou, contextualizando.

“Entendemos que não valeria a pena, aliás, seria um pouco ridículo, estarmos a promover um festival onde a lampreia não seria confecionada tendo sido apanhada no Tejo, no nosso rio, desvirtuando aquilo que era a tradição, e estando quase a dar um sinal à população em geral de que afinal estava tudo bem, que não haveria aqui problema nenhum”, acrescentou o autarca.

Vasco Estrela no almoço após apresentação do Festival da Lampreia, em 2017. Foto: mediotejo.net

Vasco Estrela admitiu ainda que se tratou de “uma posição política firme”, uma forma de dizer basta, considerando que “chegou a um ponto tal que não é possível continuarmos assim”.

De qualquer modo, o presidente da Câmara de Mação sublinha o facto de os restaurantes do concelho continuarem a confecionar e servir lampreia, garantindo que será servida “com total garantia de qualidade, nomeadamente e principalmente, de segurança alimentar”, reforçando que a lampreia é adquirida pelos empresários da restauração ou pescada por estes “noutros locais que não o rio Tejo junto à Barragem de Belver-Ortiga”.

Vasco Estrela espera que “muitos milhares de pessoas venham ao concelho de Mação nesta altura, conforme têm vindo no passado”, para degustar o “arroz de Lampreia feito com qualidade e da forma tradicional que conhecem”, pois, como fez questão de frisar, “é importante passar esta mensagem, porque é importante que as pessoas saibam que podem continuar a vir a Mação comer lampreia e arroz de lampreia”.

Foto: mediotejo.net

O autarca lamenta ainda assim ter de chegar “a este ponto” para que as pessoas entendam, nomeadamente os governantes do país, “até que ponto é prejudicial para a economia local, para a manutenção das tradições, para a promoção dos concelhos, aquilo que está a ser feito ao rio. Este é um pequeno exemplo, como muitos outros poderiam ser dados”, concluiu.

Questionando ainda sobre a última vez que alguém falou no rio Tejo de forma positiva, para “enaltecer” as potencialidades do rio em termos turísticos, históricos, culturais e desenvolvimento local, Vasco Estrela assume que toda a “publicidade negativa” e todos os problemas associados ao rio Tejo “colocam em causa” os projetos que integram a estratégia da Câmara Municipal de Mação em termos de valorização dos recursos e património.

“Até quase colocava em causa investimentos de outros municípios nossos vizinhos, que já os têm feitos e que, infelizmente, não estão provavelmente a conseguir tirar todo o partido que aquelas pessoas, aqueles autarcas e que o rio mereceriam, fruto desta conjuntura”, salientou.

Mas os projetos são para manter e vão avançar “seguramente”, tendo o autarca confirmado a submissão de uma candidatura, há menos de duas semanas, através da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo para uma primeira intervenção de recuperação das margens do rio, no âmbito da Grande Rota do Tejo. Este investimento representa cerca de 400 mil euros.

“Também temos previsto a recuperação ou melhoramentos na Praia Fluvial de Ortiga”, disse, acrescentando de seguida que “são projetos estruturantes”, considerando ainda que “o rio é para o concelho de Mação algo de extraordinária importância, que deverá ser aproveitado e que tem sido mal aproveitado até esta data”.

Vasco Estrela mostra-se esperançoso e otimista, partindo do “pressuposto de que as coisas vão alterar para melhor e para o caminho certo”.

Foto: mediotejo.net

Enquanto “autarca, munícipe, residente no concelho e na região”, diz ter “de acreditar que isto terá de ter um fim e espero que esteja próximo”, ao passo que espera que “aquilo que aconteceu tenha sido o pior que já vimos, e que não volte a acontecer”.

O que diria o último mestre calafate de Ortiga, se ainda fosse vivo, e visse o Tejo, seu pai, perecer pela ganância do ser humano? Que diria ti’ Fontes ao ver que os picaretos por si construídos com mestria já não servem para navegar num rio de pouca e poluída água?

A bem das pessoas, da região, do país… A bem da saúde pública, da fauna e da flora, do desenvolvimento e da economia local, da sustentabilidade de um rio que se estende por 1100 km, sendo um dos principais em Portugal Continental e o maior da Península Ibérica… Em nome do Tejo, um sincero e coletivo “Basta!”.

 

Guia de Restaurantes para comer lampreia em Mação:

A Lena – Ortiga

O Bigodes – Ortiga

O Pescador – Mação

Avenida (Pica-Fino) – Mação

Café Restaurante da Reta – Mação

Casa Cardoso – Envendos

Churrasqueira Norberto – Mação

O Godinho – Mação

Solar do Moinho – Cardigos

nota: deve contactar o espaço para fazer encomenda e marcação prévia.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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