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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Mação | Novo ano letivo da Universidade Sénior arranca com 73 inscritos (C/VIDEO)

Arrancou esta terça-feira à tarde, no auditório do CC Elvino Pereira, mais um ano letivo da Universidade Sénior de Mação, que ao terceiro ano de atividade junta 73 inscritos. Numa sessão que proporcionou uma palestra sobre o envelhecimento ativo e a importância das universidades séniores na sociedade atual, depressa se chegou à conclusão de que ser velho é uma opção, ao passo que envelhecer já não. Em mais um ano os veteranos puderam apadrinhar os caloiros da Universidade, procedendo ao tradicional batismo, cheio de boa disposição. Para selar o momento, hora de partir o bolo e confraternizar, trocando impressões e expetativas sobre o que aí vem. Vasco Estrela, presidente da Câmara, assumiu ao mediotejo.net que esta é uma aposta ganha.

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“Costumamos ter por esta altura 40/50 inscrições, este ano já temos 70. O ano passado terminámos com cerca de 85 alunos, e é um ótimo sinal”, fez notar o autarca, reconhecendo ainda assim que estes números podem augurar alguns constrangimentos em termos de instalações e disponibilização de professores e equipamentos, algo que será ultrapassado, segundo o presidente de Câmara.

“Ficamos satisfeitos quando temos estas políticas de proximidade, tentativa de partilha de conhecimento, de arranjarmos forma de as pessoas mais idosas se sintam mais úteis, com mais vontade de sair de casa, de aprender, viver, partilhar”, resumiu, mostrando-se agradado e satisfeito pelo facto de as iniciativas do concelho neste âmbito serem “de sucesso” e que contribuem para a felicidade dos municípes no incrementar de qualidade de vida dos mesmos.

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Já Tiago Leite, diretor distrital da Segurança Social de Santarém, deixou um “incentivo” aos séniores presentes, salientando que “é com este tipo de iniciativas que conseguimos mais rapidamente, também, esquecer as coisas menos boas que nos acontecem”, aludindo à tragédia que assolou o concelho com os incêndios deste verão, e fazendo referência ao “renascer” que “não pode ser só com as pessoas mais novas, tem que ser todos os dias com as pessoas que há mais anos apareceram na terra e por isso são aquelas que mais têm para nos ajudar a renascer”.

Na sessão de abertura do novo ano letivo, Vanda Serra, coordenadora da Universidade Sénior de Mação, deu as boas-vindas às muitas dezenas de inscritos e que marcaram presença na plateia. Foto: mediotejo.net

Segundo aquele responsável, “a sociedade jovem nunca será uma sociedade se esquecer o seu passado, ninguém tem futuro se não reconhecer o seu passado (…) nós aprendemos muito mais com as pessoas que passaram pelas situações, uma coisa é lermos nos livros, e é tudo muito bonito, mas é sempre o ponto de vista de alguém que se calhar também não viveu as histórias e as situações, mas aprendermos com quem viveu e teve a capacidade de fazer, é sempre melhor”, sublinhou.

Para Tiago Leite a Universidade Sénior tem também um contributo nesse sentido, uma vez que “os próprios alunos que vêm aprender, muitas vezes vêm noutras aulas ensinar. Porque cada um vem dar aquilo que tem, que é a sua vivência, o seu conhecimento”.

Já durante a palestra sobre envelhecimento ativo e a importância das Universidades séniores dada pelo doutorado na matéria, Ricardo Pocinho, reforçou-se que “velhos são os trapos” e que “ser velho é uma opção”, já “envelhecer não”, e que pelo facto de se mostrarem séniores ativos e optarem por participar nas atividades oferecidas, caso da Universidade Sénior, faz com que aumentem a sua experiência cognitiva e apoia na manutenção dos papéis sociais.

“O tempo é hoje”, afirmou Ricardo Pocinho, notando que ao frequentar a universidade sénior esta promove/permite que a população sénior possa viver no mesmo tempo que os seus netos, os seus filhos, com a população mais jovem do seu concelho.

Alertando ainda para os benefícios em termos de saúde e bem-estar, o especialista deixou claro que muitos têm sido os exemplos de melhoria no estado de saúde, nomeadamente afastando quadros de depressão, apatia, exclusão, entre outros.

Ricardo Pocinho, o palestrante que demonstrou, e conquistou a plateia com muito boa disposição, os prós do envelhecimento ativo. Foto: mediotejo.net

“Os velhos são seres muito chatos” e normalmente não frequentam universidades séniores, disse Ricardo Pocinho, acrescentando que os séniores presentes fizeram “a opção correta” em frequentar a instituição, sendo o objetivo é “promover a felicidade”.

“O nosso objetivo é ter pessoas com mais idade e mais felizes, porque quando há felicidade não há doenças, não há depressões, não há ansiedades”.

Para Ricardo Pocinho a chave está em querer saber sempre mais pois, defendeu, “quem sabe muito, nunca será velho”.

A boa disposição foi uma constante, entre cochichos e risinhos nervosos dos caloiros e dos já veteranos destas lides, que se preparam agora para ingressar num novo ano de aventuras e partilha de histórias, memórias, conhecimento e, acima de tudo, vivências.

 

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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