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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Mação | Ninhos de vespa asiática aumentaram 300% face ao ano passado

Após a quebra entre 2019 e 2020, passando dos 65 para 45 ninhos de vespa asiática detetados e destruídos no concelho, eis que o balanço em 2021 revela uma “situação altamente preocupante”, alertou António Louro, vice-presidente da Câmara de Mação, em reunião de executivo. O vereador, responsável pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, lembrou que a estratégia de atuação se tem mantido, com reforço de colocação de armadilhas, porém, esta espécie invasora parece ter vindo para ficar e causar estragos. A autarquia crê que deve existir cooperação no combate à vespa velutina considerando que a sociedade e os apicultores devem assumir papel ativo nesta luta que, aliás, não tem fim à vista.

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António Louro (PSD), vice-presidente da autarquia e vereador responsável pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, afirmou que os procedimentos têm-se mantido, e que foram colocadas cerca de 450 armadilhas à volta dos ninhos detetados no ano anterior, mas tal não foi suficiente para debelar o crescimento da praga para este ano. “Infelizmente, este ano, já vamos com 230 ninhos destruídos. Ou seja, temos um crescimento do ano passado para este ano de 5 vezes”, apontou, indicando que, se a autarquia mantiver o esforço na colocação de armadilhas à volta dos ninhos detetados, poderá o próximo ano ter de se colocar mais de 2300 armadilhas face aos 230 ninhos.

“Começa a tornar-se impossível (…) este é um trabalho que pela sua dimensão, pela área territorial, tem que ser um trabalho da sociedade, em que os diferentes proprietários também têm de fazer um esforço maior”, afirma António Louro.

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Esta que é uma “situação altamente preocupante”, diz o vereador, não parece ter outra solução ou atuação que revele ser mais eficaz. “Temos procurado dar o nosso contributo, não parecendo que seja possível estender muito mais, a não ser que haja também um movimento diferente no resto da sociedade”, adianta, frisando que “os meios efetivos de combate que estão disponíveis neste momento são muito reduzidos”.

O procedimento mantido passa pela destruição dos ninhos logo que sejam detetados, e pela aplicação de armadilhas, sendo que aqui não consenso. “Uma coisa é o senso comum e o senso dos apicultores, outra coisa é o que as entidades oficiais recomendam e que consideram aconselhável. Nós temos que manter aqui uma posição de respeito pelas duas correntes, disse, reconhecendo não saber que tipo de ação poderia ser levada a cabo para inverter esta situação”, nota.

A autarquia continua apelar à colaboração da comunidade e dos apicultores para tentar travar a proliferação desta espécie invasora. Fonte: CM Mação

António Louro lembra que em 2018 foram detetados 15 ninhos, em 2019 aumentou para 65 e em 2020 contabilizaram-se 45. “Desde 2018, assim que era detetado um ninho, ele era destruído. Na fase a seguir, na primavera seguinte, tanto na área envolvente onde esse ninho foi encontrado, são postas 10, 12, 15 armadilhas que colocamos e monitorizamos. Temos inclusive o número de vespas controladas em cada ninho, e são centenas delas que aparecem e depois são destruídas pelas armadilhas colocadas”, indica.

O tema surgiu em reunião de Câmara após intervenção do vereador Nuno Barreta (PS), a questionar o que tem sido feito nos últimos tempos no combate à proliferação da vespa asiática/velutina no concelho, e revelando preocupação com a ascensão desta espécie invasora no território, onde a apicultura sempre tem sido uma atividade com relevância.

“Há apicultores que já perderam percentagens significativas dos seus efetivos. Caminhamos pelo meio da vila ou de qualquer outra aldeia, e encontramos vespas asiáticas em todo o lado, basta haver um arbusto com flores”, alerta o vereador.

“Além do que é feito a nível nacional, não sei se será o momento e a altura de discutir se está a ser bem ou mal feito, se podemos ser um bocadinho mais proativos nesta questão, porque arriscamos igual a outros concelhos. Isto veio para ficar, mas muitos apicultores poderão vir a abandonar a atividade, porque desmoralizam. E se pudermos ajudar e ser mais proativos… fica aqui a minha deixa”, diz.

Em abril deste ano o Município já havia feito um balanço do combate à proliferação desta praga que é a vespa asiática, tendo apelado à contribuição da comunidade.

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Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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