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Sexta-feira, Maio 14, 2021

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Mação | Museu de Arte Pré-Histórica alvo de requalificação

O projeto de arquitetura para remodelação do piso 0 do Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, em Mação, foi aprovado por unanimidade na passada reunião ordinária pública do executivo camarário, a 23 de julho. A intervenção, que terá um investimento na ordem dos 200 mil euros, incidirá no piso correspondente à entrada principal/receção e fachada daquele edifício cuja construção data dos anos 60, de modo a torná-lo mais atrativo aos visitantes. Vasco Estrela (PSD), autarca da CMM, estima que a obra inicie daqui a 5/6 meses.

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Durante a reunião de executivo, o presidente da CM Mação referiu que o projeto pretende “remodelar a fachada e torná-la mais atraente, resolver problemas complicados no piso inferior, nomeadamente humidades e infiltrações de água muito complicadas, e de alguma forma responder a uma série de necessidades e obrigações que são prementes, caso da acessibilidade a pessoas portadoras de deficiência motora” também para que possa estar em consonância com o piso superior do Museu.

A intenção é que este piso inferior volte a acolher, como já fez no passado, exposições temporárias, “preferencialmente ligadas à arte rupestre e à pré-história, vamos tentar dotar o museu de melhores condições para ser uma âncora e uma alavanca na área cultural do concelho”.

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Quanto à fachada do edifício, sofrerá uma remodelação total, “para o tornar mais atrativo e para que possa perceber que ali está um espaço que vale a pena visitar”, sendo esta intervenção há muito tempo querida pela autarquia e que avançará agora, “estando reunidas todas as condições”.

O projeto de arquitetura desta intervenção, que ronda os 200 mil euros, foi aprovado por unanimidade em reunião de executivo camarário no passado dia 23 de julho. Foto: mediotejo.net

“Prevemos que possa custar cerca de 200 mil euros, e estamos a candidatar esta obra ao programa BEM (Programa de Beneficiação de Equipamentos Municipais) que neste momento está aberto. Pensamos que é uma intervenção importante, para a vila e para o concelho”, acrescentou o edil.

O programa BEM, lançado pelo Governo, destina-se à valorização de infraestruturas e equipamentos dos municípios do Interior do país e conta com uma dotação de 3,5 milhões de euros. Os municípios identificados na Portaria n.º 208/2017 de 13 de julho podem apresentar candidaturas para projetos municipais que tenham um custo máximo de 300 mil euros.

Recorde-se que o piso 0 está fechado há quase três anos, estando a entrada principal encerrada. Algo que tem motivado um decréscimo do número de visitantes, que muitas vezes, até por altura da Feira Mostra, ali entravam diretamente, afirmou Vasco Estrela.

Deste modo, “havendo espaço para exposição temporária e mais motivos de atratividade, é uma forma de criar ali uma nova dinâmica”, referiu, entendendo que no que toca à conceção do museu enquanto “centro de estudos e projeto educativo, as coisas mantém-se perfeitamente estabilizadas”.

A esperança é que no final do ano a empreitada possa ser lançada, ou seja, daqui por 5 ou 6 meses, sendo provável que o timing da obra possa coincidir com a obra respeitante ao Núcleo Museológico de Ortiga, que surgirá na antiga escola primária daquela localidade ribeirinha.

Recorde-se que o Museu Municipal surgiu em 1943 na sequência de achado arqueológico do Porto do Concelho, por iniciativa de João Calado Rodrigues e contando com o apoio da Câmara Municipal. Em 1967, Maria Amélia Horta Pereira foi convidada a estudar a coleção e a elaborar um projeto de Museu, que só viria a ser concretizado em 1986, altura em que abriu ao público (dirigido pela referida conservadora de museu), com coleções de arqueologia, etnografia e a arte.

Um novo ciclo se iniciara em 2000, com a descoberta, a 6 de setembro, das gravuras rupestres no vale do Rio Ocreza.

Desde 2003 até aos dias de hoje, o Museu tem sido palco de inúmeras exposições, colóquios, apresentações, cooperando com diversas entidades e instituições em cooperação, quer local, nacional e internacional, levando ao reconhecimento de Mação, em 2016, como membro da “Rede UNESCO de Cidades da Aprendizagem”. [Fonte: http://museumacao.pt.vu/]

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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