Sábado, Fevereiro 27, 2021
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Mação | Liga de Ortiga cumpriu peregrinação até ao Santuário de Fátima

A Liga Regional de Melhoramentos de Ortiga, concelho de Mação, levou cerca de 30 pessoas em peregrinação até Fátima, numa viagem bipartida entre 18 e 20 de maio e que contou com sete carros de apoio. Esta iniciativa teve o apoio da Junta de Freguesia de Ortiga e do Centro de Solidariedade Social Nossa Senhora das Dores de Ortiga.

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A saída ocorreu pelas 21h30, no dia 18, a partir do Largo da Liga, após um briefing com a presidente da Liga de Ortiga, Cláudia Cordeiro. “Fomos acompanhados pela GNR de Mação até ao limite do concelho, começamos a nossa caminhada saindo da Ortiga pelas 22h, em direção as Mouriscas”, referiu Vasco Dias, membro da LRM Ortiga, em nota enviada ao nosso jornal.

Uma longa viagem, que incluiu algumas peripécias que assombraram os carros de assistência, nomeadamente a carrinha da Liga, o carro de João Silva e o carro de Maria Isilda, no primeiro caso por se ter atascado, nos restantes por problemas na bateria e não quererem pegar.

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Apesar de tudo, marcavam as 3h42 quando o grupo partiu de Cabeça das Mós em direção a Carvalhal, chegando às 5h19 a Aldeia do Mato, “passando pelos famosos “Tanques de Água” em que andamos sempre à procura do terceiro”, referiu Vasco Dias.

Foto: Isabel Lercas/LRM Ortiga

Pelas 6h38, o grupo fez a paragem para o pequeno-almoço na Barragem de Castelo de Bode, seguindo em direção a Contraste.

“Continuando caminho fora até Tomar pelas 9h36, mais propriamente até às indústrias da Palex, onde ficámos à espera que a carrinha do Centro Social de Ortiga nos trouxesse de volta a casa, para repormos energias”, continuou.

No dia 19, a última parte do percurso, onde a fé não deixou faltar a coragem aos caminheiros. “Saímos da Ortiga pelas 22h05 até Tomar” onde retomaram o caminho a partir do local onde terminara a primeira fase da peregrinação. Carregueiros, Chão de das Maçãs, Seiça e Ourém, e nisto já marcavam as 4h35.

“Já se pensava que a reta nunca mais acabava, mas eis que chegamos a Fátima pelas 9h06” de dia 20 de maio, terminou Vasco.

Por outro lado, a Liga de Ortiga dá conta de testemunhos de alguns dos peregrinos que conseguiram vencer o desafio. Caso de Liliana Silva, que há 5 anos faz esta peregrinação a pé até ao Santuário de Fátima e sempre “a tentar apoiar o grupo para chegarmos em harmonia”.

Foto: Cláudia Cordeiro/ LRM Ortiga

“Este ano, foi um pouco diferente… Fui a rezar e a testar a reação do meu corpo mantendo uma passada desde a Ortiga até Fátima e cheguei à conclusão que é o melhor para ter menos cansaço e dor. Assim, para o ano, já tenho mais uma bagagem para continuar o meu “trabalho” de entreajuda: devagar, sim, mas mantendo o passo firme desde o km 0″, pode ler-se.

Por seu turno, Cláudia Cordeiro, presidente da Liga de Ortiga, assumiu que “é difícil, é cansativo, é doloroso até. Mente quem diga o contrário. Mas é tão bom chegar lá e sentir aquela paz enorme”, mas agradecendo aos peregrinos e voluntários.

A Liga de Ortiga destaca ainda a participação da brasileira Juliana Souza, para quem o desafio teve outro sabor. Apesar de admitir não ter sido fácil, assumiu que esta “foi a melhor experiência que tive até hoje, indescritível”.

– Deixem-me aqui que eu vou a pé – (Rui Louro)
– Quero colo! Dás-me colo? – (Manuel Silvestre)
– Somos o Grupo do Reumático mais Lindo! – (Vasco Dias, Cláudia Cordeiro e Hortense Pita)
– Agora é que é vender andares! – (João Silva)
– Não me percam a Brasileira que só temos esta! – (Isabel Lercas)
– Posso deixar aí as minhas pernas e levar as tuas? – (Regina Matos)

Como todas as experiências deixam memórias para a posteridade, estas foram algumas das frases registadas pela Liga de Ortiga que marcaram a peregrinação de 2018, e que irão sendo lembradas, com certeza, até que chegue a iniciativa de 2019.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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