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Segunda-feira, Novembro 29, 2021

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Mação | Igreja recebe Cristo de carvão, uma obra de protesto

Aquele tronco de oliveira ali está, desde 26 de junho. Um pedaço de carvão, fruto das chamas que por aqui andaram a 16 de agosto de 2017. Desde então, a revolta e a tristeza apoderaram-se do artista plástico António Colaço, que quis contribuir com a sua arte para lançar um grito de alerta para o futuro, chamando a atenção daqueles que não têm ajudado ao renascer do concelho de Mação. A instalação deverá ficar ali, pendurada na torre sineira da Igreja Matriz, durante todo o verão.

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Ali pendurado, aquele tronco faz lembrar, especialmente com a luz incidente do sol, um “Cristo crucificado”. Uma obra-manifesto que convida à reflexão de quem ali passa. A ideia é que esta instalação simbólica possa recordar o sofrimento que permanece, depois da destruição de cerca de 80% do território.

Foto: mediotejo.net

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António Colaço não conteve a emoção, munido de um spray de tinta vermelha, que fez questão de deixar escorrer por baixo daquele “Cristo”, de forma simétrica, fazendo votos de que “quem tem poder” possa ajudar dignamente os maçaenses, que “não são cidadãos de segunda”.

Na presença do Padre Amândio Mateus, de Vasco Estrela, presidente da CM Mação, e da vereadora com o pelouro da Cultura, Margarida Lopes, o artista deixou o seu contributo e agradeceu o apoio dado para a realização da exposição “Vamos Incendiar.te, Mação”, da qual faz parte esta última instalação na Igreja.

Foto: mediotejo.net

O projeto “Vamos Incendiar.te Mação” transmite uma mensagem forte, impactante, que não deixa esquecer o passado e quer ajudar na construção do futuro. O tronco de oliveira queimado foi pendurado na torre sineira na terça-feira e as restantes peças estiveram patentes no stand do município durante a Feira Mostra, e que o artista ofereceu à Câmara de Mação.

O pároco Amândio Mateus referiu o simbolismo do ato, considerando que na Igreja Matriz se celebraram “as grandes alegrias mas também as grandes tristezas” deste povo. “Penso que é um lugar adequado (…) Este é um lugar também muito marcado pela esperança”, disse, notando que o momento também pode servir de “elevação espiritual” e da afirmação dessa esperança.

Foto: mediotejo.net

Por sua vez, Vasco Estrela agradeceu em nome da autarquia maçaense o contributo de António Colaço. O autarca notou que esta oferta foi não só para a autarquia, mas para todos os maçaenses, onde o artista plástico pôde “vincar a sua indignação e a sua tristeza por aquilo que aconteceu”, acrescentando que o fez “sem qualquer pretensiosismo e tentou dar o seu contributo para que Mação não seja esquecido”.

“Este era um projeto mais ambicioso, com uma exposição coletiva, esperemos que se possa vir a concretizar num futuro próximo”, disse Vasco Estrela, esperando ainda que “outros artistas do concelho se possam juntar a esta causa”. Aquilo que aconteceu, frisou, “atingiu todos os maçaenses de uma forma ou de outra. E ninguém vai esquecer.”

Veja o vídeo do momento de inauguração desta instalação artística:

Mação – Instalação artística de António Colaço.Uma das criações do artista plástico que pretende ser um grito de alerta às entidades que têm discriminado o concelho muito fustigado pelos incêndios de 2017. Aqui o elemento principal é um tronco de oliveira queimado, vindo de propriedade de António Colaço, e que faz lembrar “um Cristo crucificado”, cujo negro pintado pelas labaredas faz contraste com o vermelho, adicionado pelo artista, e que escorre na torre sineira da Igreja Matriz de Mação.Com a presença do Padre Amândio Mateus e do presidente da CM Mação, Vasco Estrela.Saiba mais aqui: http://www.mediotejo.net/especial-macao-a-arte-incendiaria-de-antonio-colaco-entrevista/

Publicado por mediotejo.net em Sábado, 30 de Junho de 2018

 

Leia o perfil que publicámos do autor:

Especial Mação | A arte “incendiária” de António Colaço (entrevista)

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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