Mação | Empresa de canábis medicinal poderá ser realidade em Ortiga

O concelho de Mação está na mira de empresas e investidores no setor do cultivo de canábis para fins medicinais/terapêuticos, e um dos projetos de empresa canadiana está a desenvolver-se para se instalar na zona industrial de Ortiga, com um investimento de cerca de 3 milhões de euros. Tal foi avançado por Vasco Estrela, presidente da Câmara Municipal, após ter sido aprovado em reunião de Câmara a viabilidade de instalação desta indústria. Além desta, mais duas empresas do setor já se mostraram interessadas em instalar-se em Mação.

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Vasco Estrela disse em declarações ao mediotejo.net que a autarquia “há mais de um ano que é contactada por empresas do setor com intenção de se instalar em Mação”, sendo que o tema tem sido tratado com “alguma reserva”.

Neste momento o projeto da empresa canadiana Greatsoul – Pharma Portugal, Unipessoal, Lda é o que está “mais avançado”, mas mais duas empresas da área se têm mostrado interessadas e têm “grandes possibilidades” de virem para o concelho, segundo o edil.

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Na reunião pública desta quarta-feira, dia 27 de novembro, foi dado parecer favorável ao estudo de viabilidade da instalação da empresa canadiana Greatsoul – Pharma Portugal de cultivo de canábis para fins medicinais, esperando-se que em meados de 2020 a instalação desta unidade possa ser uma realidade. O projeto prevê a criação de 10 a 25 postos de trabalho e um investimento de cerca de 3 milhões de euros.

A empresa deverá instalar-se na zona industrial de Ortiga, em terrenos que são propriedade da Junta de freguesia, estando também em vista a aquisição de instalações existentes naquele local.

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Esta unidade será para cultivo, armazenamento e embalamento, somente na área terapêutica, sendo que o produto será essencialmente para exportação.

“O que perspetivamos é que estes processos possam ter um final feliz, e que haja possibilidade de instalação no concelho de Mação destas indústrias, que terão um impacto muito importante neste concelho”, afirmou Vasco Estrela.

O autarca disse manter-se “cauteloso” com estes processos e com a divulgação dos mesmos, uma vez que se trata de “investimentos com grande importância em termos financeiros, económicos e sociais no concelho e na região”.

“Temos tentado manter isto sob alguma reserva”, admitiu.

O autarca assumiu ainda que, juntamente com o vice-presidente da CM Mação, já estabeleceu alguns contactos com as autoridades nacionais, nomeadamente o Infarmed.

“Estamos a trabalhar com pessoas que têm em carteira clientes e procuram terrenos e locais para instalação deste tipo de atividade, e o que estamos a fazer é tentar reunir e criar todas as condições possíveis, sem qualquer tipo de constrangimentos, para que em Mação isto possa ser realidade”, disse.

Vasco Estrela deixou ainda sublinhado que da parte da Câmara Municipal de Mação e da Junta de Freguesia de Ortiga “tudo tem sido feito para que as coisas se concretizem, mas a certa altura deixa de estar nas nossas mãos”.

“Os meus receios a falar destes assuntos é que os empresários são donos do seu dinheiro e fazem os investimentos onde bem entendem. A nós compete-nos acompanhar, estarmos presentes, dizermos o que temos para oferecer e sermos proativos na gestão destes processos”, referiu, dando conta de que, a certa altura, a bola fica do lado dos empresários e das autoridades e entidades responsáveis nos vários domínios associados ao setor.

Recorde-se que também em Vila de Rei foi anunciado investimento de 10 milhões de euros por parte de empresa multinacional israelita do setor, mas virada para a transformação e produção de fitofarmacêuticos feitos à base de medical cannabis sativa“.

O investimento foi anunciado em novembro de 2018, e desde aí que aquele município e a empresa aguardam a finalização de procedimentos e parecer final do Infarmed, num processo complexo e que tem sido moroso.

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Joana Rita Santos
Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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