Mação | DGAV e SEPNA dão por terminado abate de gado bravo em Penhascoso

Foto ilustrativa: Ganadaria Vaz Monteiro

A informação foi confirmada ao nosso jornal esta segunda-feira pelo veterinário municipal Fernando Monteiro. 43 animais acabaram por ter de ser abatidos com recurso a arma de fogo por militares da GNR/SEPNA, com coordenação da DGAV que já havia emitido um edital que estabelecia a operação de captura dos animais.

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Recorde-se que esta situação começou em janeiro, tendo sido feitas inúmeras queixas ao Ministério Público pois os animais, além de terem provocado prejuízos noutras propriedades, amedrontaram a população e provocaram dois acidentes de viação invadindo a via pública.

Fernando Monteiro, veterinário ao serviço da Câmara Municipal de Mação, explicou que a operação fora concluída na passada quarta-feira, com o abate dos animais de raça brava, pelo SEPNA com recurso a armas de fogo, “localizados entre Penhascoso e Aboboreira, perto das imediações da propriedade, onde haviam estado inicialmente”.

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O responsável referiu que foram assim abatidos “25 animais no decorrer da pretérita semana, resultando num total de 43 animais abatidos ao longo desta operação”, contando com os 18 que já haviam sido abatidos junto de uma ribeiro, perto da localidade de Queixoperra.

Perante o inicial efetivo de 53 bovinos, desconhece-se se “algumas terão morrido, ou se restará um ou outro exemplar à solta, mas não se avistou durante a operação”, referiu Fernando Monteiro, dando indicação que existe apenas informação de ter sido avistado um vitelo “não representando perigo da dimensão dos assilvestrados então capturados, já de grande envergadura e cuja movimentação em grupo se tornava uma ameaça à segurança da população e deslocação na via pública”.

Os cadáveres foram recolhidos pelo SIRCA, “com apoio dos serviços da CM Mação e funcionários, que se deslocaram ao local com máquinas e tratores”, ajudando no levantamento do mesmos, conforme o disposto no procedimento da DGAV.

Ao mediotejo.net Fernando Monteiro assumiu que a proprietária Rita Vaz Monteiro havia pedido “um prazo para captura dos animais por anestesia com ajuda de equipa especializada [entre 23 e 25 de março]”, mas, não tendo sido cumprido, a DGAV avançou com o estipulado em edital em vigor desde dia 6 de março.

Recorde-se que a DGAV já tinha emitido em edital a justificação para os procedimentos de captura dos animais em causa, substituindo a proprietária, uma vez que o facto de o gado bovino ter permanecido à solta, desgovernado, constitui “omissão do dever de vigilância a que os detentores se encontram obrigados nos termos do n.º 2 do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 64/2000, de 22 de abril, com a redação que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.º 155/2008, de 7 de agosto, que obriga à adoção de medidas que visem corrigir a mesma, de modo a não comprometer o bem-estar dos animais, nem colocar em risco pessoas, animais ou bens”.

Quanto ao Casal da Fonte do Cuco, em Penhascoso, “não existe legalmente enquanto exploração”, tendo sido levantados inúmeros autos por ausência de registos oficiais, caso do guia de circulação e registos dos bovinos, terminou Fernando Monteiro.

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Mação/Penhascoso | DGAV avança com medidas para captura do gado bovino

 

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