Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Segunda-feira, Julho 26, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Mação | Comunidade piscatória de Ortiga mais pobre com adeus de Joaquim ‘Algarvio’ (C/VIDEO)

Joaquim ‘Algarvio’, 79 anos, pescador de uma vida e acérrimo defensor do rio Tejo, foi hoje a sepultar no cemitério de Ortiga, Mação. Era um dos últimos resistentes a residir no histórico bairro dos pescadores de Ortiga, freguesia ribeirinha do concelho de Mação. Até ao final dos seus dias era costume vê-lo na sua motorizada, com um cabaz de peixe fresco, na venda pelas aldeias do concelho. Consigo leva todo um saber de experiência feito, das artes da pesca no Tejo, numa vida que se confunde com um rio que lhe garantiu o sustento familiar.

- Publicidade -

Arlindo Marques, ambientalista e natural de Ortiga, acompanhou hoje Joaquim Algarvio na sua última viagem, tendo relatado ao mediotejo.net que ainda ontem [segunda-feira] havia estado com o pescador e que se encontrava bem. A morte chegou de noite, tão rápida quanto silenciosa.

“O Tejo fica mais pobre e a Ortiga também fica mais pobre com a morte do Joaquim. Era uma pessoa muito estimada aqui na aldeia, ele e a mulher eram o último casal de moradores na aldeia de pescadores, e ele era um grande defensor do Tejo”, contou Arlindo, ele próprio conhecido como o “guardião do Tejo” pela sua atividade em prol do ambiente e do rio.

- Publicidade -

Arlindo despediu-se nas redes sociais do seu amigo pescador Joaquim ‘Algarvio’, que foi hoje a sepultar no cemitério de Ortiga, e deixou um vídeo que regista a sua atividade nas artes da pesca em Ortiga, e que também aqui partilhamos.

Comunidade piscatória de Ortiga mais pobre com adeus de Joaquim ‘Algarvio’. Foto: DR
Comunidade piscatória de Ortiga mais pobre com adeus de Joaquim ‘Algarvio’. Foto: DR

“Joaquim o Rio Tejo fica mais pobre sem ti meu amigo, ainda ontem me disseste que não tinhas medo da morte quando eu te perguntei se a tensão estava boa, e ela à noite veio ter contigo. Ficarás sempre para mim como um grande amigo quase um pai, alguém que me convidava sempre para comer ou beber. Sempre pronto a contares-me os segredos do Tejo e também te zangavas juntamente comigo, quando vias as águas escuras e com a maldita espuma. Descansa em Paz”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

- Publicidade -
- Publicidade -

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here