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Domingo, Julho 25, 2021

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Mação | Carlos Saramago um pintor de Mação para o Mundo

Chama-se Carlos Saramago mas em Mação é carinhosamente tratado por Litos. É um exemplo de persistência naquilo que mais gosta de fazer: pintar. Aos 16 anos saiu de Mação e foi sozinho para a Suíça como pintor da rua. Hoje tem 45 anos e é uma referência na pintura surrealista, sendo conhecido não só em Portugal como também na Suíça, em Itália e em Espanha, países que percorreu como artista plástico.

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O facto de ser portador de uma doença grave (Epidermólise Bolhosa) que lhe afeta as mãos, não o impede de continuar a pintar. Quando não consegue segurar o pincel, utiliza as próprias mãos para criar as suas obras.

Atualmente Carlos Saramago trava outra luta. Foi-lhe detetado cancro de pele, o que o obriga a tratamentos periódicos que afetam a sua produção artística.

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Considera-se um pintor compulsivo, chegando a pintar 100 quadros num mês. Confessa que por vezes até se esquece de comer com a obsessão pela arte. Imparável e um pouco saudavelmente lunático, Carlos Saramago gosta de regressar à sua terra onde tem o seu atelier, mas normalmente e quando a saúde o permite, viaja sempre a pintar. Este mês podemos ver as suas exposições em Ponte de Lima e em Seia.

O pintor com o Presidente da Câmara e o deputado Duarte Marques (Foto: mediotejo.net)

Para ajudar, homenagear e dar um novo impulso e mais ânimo a este pintor maçaense, considerado também como “o Dali Português”, a Câmara editou o livro “Carlos Saramago… de Mação para o Mundo”, que foi apresentado no último dia da feira do Livro e da 24ª Feira Mostra de Mação.

A apresentação contou com a presença do deputado Duarte Marques, um maçaense amigo de infância de Carlos Saramago que considerou ser “um grande pintor que consegue fazer maravilhas com as mãos”. Enalteceu o lado humano do artista terminando dizendo que “há um génio em Mação”.

O Presidente da Câmara, Vasco Estrela, sublinhou o “orgulho” que Mação sente por ter um pintor com a dimensão e a projeção de Carlos Saramago.

O livro contém a reprodução de centenas de quadros de Saramago, que só a partir de 2007 começou a fotografar as suas obras. A publicação inclui também críticas de alguns colegas do mundo da pintura e de diretores de galerias.

Emocionado, Carlos Saramago agradeceu à Câmara a edição e dedicou o livro à sua família.

Outros livros

No último dia da Feira do Livro de Mação foram ainda apresentados mais dois livros: “Breve História de Abrantes”, de Alves Jana, e “Camminus Sapere”, de João Farinha.

“Camminus Sapere” é o título do livro de João Farinha (Foto: mediotejo.net)

Este último tinha na plateia dezenas de alunos seus que frequentam a Universidade Sénior onde leciona a disciplina de Gestão. É, aliás, a disciplina com maior número de alunos e tal deve-se à capacidade de envolvimento e de empatia de João Farinha.

O livro é constituído por um conjunto de artigos que, numa linguagem simples, retratam aspetos do dia-a-dia.

Alves Jana, autor de um dos capítulos e coordenador do livro “Breve História de Abrantes”, apresentou o livro que, de forma sintética e simples, aborda a história da cidade dividida em cinco capítulos, cada um deles com um autor.

Natural de Mação, mas a residir em Abrantes, o autor referiu que a história de Abrantes é em tudo idêntica à de Mação até devido à proximidade geográfica.

Alves Jana apresentou o livro “Breve História de Abrantes” (Foto: mediotejo.net)

Com 200 páginas, o livro veio preencher uma lacuna, uma vez que não existia “nenhuma narrativa do que tem sido a história de Abrantes, do concelho, desde sempre”.

Davide Delfino escreve sobre a história desde a pré-história até à Romanização, e depois da Romanização até à fundação da nacionalidade. Sobre a Idade Média e a Idade Moderna, desde a fundação de Portugal até ao Liberalismo, a narrativa é de Joaquim Candeias da Silva. O período pós-Revolução Liberal coube a Isilda Jana, enquanto José Martinho Gaspar escreve sobre as 1ª e 2ª Repúblicas. O último capítulo abarca a fase depois do 25 de abril e foi escrita por Alves Jana.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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