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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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Mação | Câmara recusa assumir sozinha a conclusão da piscina de Envendos

A Câmara Municipal de Mação (CMM) não vai assumir o custo dos restantes trabalhos relacionados com a obra da piscina de Envendos. Essa tomada de posição foi garantida ao mediotejo.net por Vasco Estrela (PSD) depois do presidente da Junta de Freguesia de Envendos, João Luís Pereira (PS), ter solicitado, durante a sessão da Assembleia Municipal, esta quinta-feira, 8 de fevereiro, o apoio do Município na resolução deste problema alegando indisponibilidade financeira por parte da Junta. Vasco Estrela garantiu que a Câmara irá assumir o montante necessário para a conclusão da obra na mesma proporção que assumiu anteriormente.

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A primeira parte da obra está terminada. “Está a piscina concluída, foi inaugurada, tem os balneários e todas as infraestruturas de apoio”, explicou o presidente da Câmara Municipal de Mação ao mediotejo.net. Contudo “há uma parte de arranjos exteriores por terminar” na zona de lazer dos Envendos, no sentido daquele espaço oferecer “melhores condições” aos seus utilizadores.

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A falta dos acabamentos, considera Vasco Estrela, não implica que “a piscina não possa abrir como está” admitindo, no entanto, que “o aspeto não é o ideal nem certamente o que desejaríamos”.

Trata-se de uma obra da responsabilidade da Junta de Freguesia de Envendos, iniciada durante o anterior mandato de Joaquim da Silva (PSD) que nas últimas eleições autárquicas passou a presidência da Junta de Freguesia de Envendos para o Partido Socialista, sendo o atual presidente João Luís Pereira.

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A Junta de Freguesia realizou um protocolo com o Centro Social, proprietário do terreno cedido à Junta para a construção do equipamento de lazer, sendo que a CMM comparticipou com 90 mil euros, maquinaria, terraplanagens e apoio logístico, para a obra que encerra um custo total de 130 mil euros. A Junta de Freguesia tem a seu cargo uma fatia de cerca de 40 mil euros.

O presidente Vasco Estrela na Assembleia Municipal de Mação

Diz agora o presidente da Junta de Envendos que o dinheiro não chega e é preciso fazer mais. “Já todos chegámos a essa conclusão” afirma Vasco Estrela. O socialista João Luís pretende que a Câmara “assuma tudo aquilo que falta fazer. Já disse que não. A Câmara irá assumir na mesma proporção que assumiu anteriormente. Se falta, por exemplo 25 mil euros, a CMM está disposta a contribuir com 17 ou 18 mil euros”, garantiu.

A incapacidade financeira da Junta de Envendos deve-se, de acordo com o presidente do Município, a “opções políticas legítimas de direcionar o dinheiro para outros locais. Não é justo que a CMM assuma tudo o que falta fazer quando não o fez no passado” vinca, acrescentando que a CMM “cumpriu o protocolo” admitindo a extensão do mesmo nos mesmos termos.

Sublinha que a piscina pode ter um licenciamento e funcionar “tanto assim é que foi inaugurada em outubro”.

A piscina ao ar livre de Envendos foi inaugurada em outubro de 2017, pelo anterior presidente de junta, mas ainda com algumas obras por finalizar. Foto: mediotejo.net

O presidente da Junta de Freguesia de Envendos dirigiu-se ao presidente da Câmara de Mação durante a sessão de Assembleia Municipal, esta quinta-feira, no auditório da sede do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte, em Mação, manifestando-se “muito preocupado com a conclusão dos trabalhos relacionados com a piscina de Envendos”

Acrescentou que “o protocolo outorgado entre o Município de Mação e a Freguesia de Envendos previa a realização de um edifício de apoio, piscina e zona de lazer na área envolvente pelo preço global de 130 mil euros com custos suportados por ambas as partes nos termos ali indicados. Sucede que não obstante a obra ter sido inaugurada no dia 21 de outubro de 2017, não se mostra inteiramente concluída faltando a instalação da zona de lazer, instalação elétrica etc, etc”.

Considerando a obra “muito importante para todos”, nomeadamente para “os residentes que contam no verão de 2018 poder tirar partido da utilização do espaço”, afirma ser “fundamental assegurar a realização dos trabalhos”. Recorda que a Junta de Freguesia comparticipou a obra com 44 108,69 euros e o facto de existirem “compromissos mensais que tem de continuar a assegurar, a Junta não dispõe de capacidade financeira que permita concluir a conclusão dos trabalhos” referindo um orçamento “muitíssimo limitado (…) qualquer investimento não planeado no orçamento de 2018 coloca em risco o cumprimento das obrigações previamente assumidas”, assegura João Luís Pereira.

A piscina foi inaugurada a 21 de outubro de 2017. Foto: DR

Pediu para serem consideradas “as reais limitações” de orçamento da Freguesia e solicitou o apoio da CMM na resolução da questão. “A Junta nunca terá capacidade técnica, nem financeira, nem logística para um equipamento de tal dimensão que vai dar muito valor ao Município pela sua aposta” e assim propôs que “a menina dos olhos azuis passe a ser menina municipal à semelhança da praia fluvial de Cardigos, Carvoeiro, Ortiga e de Mação”.

Vasco Estrela lembrou na altura da aprovação do protocolo que a Câmara procedeu em Envendos “da mesma forma com que contribuiu noutras obras de outras freguesias, caso do Poço de Mourão, freguesia de Amêndoa, do posto médico de Penhascoso, na União de Freguesias, e da Fonte Velha, na Ortiga”.

A piscina e área de lazer inaugurada no mês das eleições autárquicas motivou acesa discussão política em Assembleia Municipal, sendo que os eleitos socialistas não se mostraram convencidos pelo timing da obra, alegando-se aproveitamento político em “timing eleitoral”. O apoio da autarquia foi aprovado por maioria, com 9 votos contra da bancada socialista.

Certo é que a mesma obra foi inaugurada pelo anterior executivo de maioria PSD, liderada por Joaquim da Silva, poucas semanas antes da nova equipa PS, eleita nas autárquicas de 1 de outubro, tomar posse.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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