Mação assinala 70 anos da descoberta do Castelo Velho do Caratão

“Há 70 anos – O Castelo Velho do Caratão: descoberta, investigações e novas perspetivas para a compreensão do passado, que é o nosso património comum” é o tema da sessão que vai decorrer na segunda-feira, dia 20 de junho, em Mação, em jornada coorganizada pelo Município de Mação, Instituto Politécnico de Tomar e Academia Portuguesa de História.

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A jornada científica visa assinalar 70 anos de arqueologia no âmbito da comemoração dos 70 anos da descoberta do Castelo Velho do Caratão, e vai decorrer durante todo o dia, com diversas alocuções a partir das 09:00, no Auditório do Centro Cultural Elvino Pereira, com Davide Delfino, Sara Cura, Luiz Oosterbeek, António Silva, Cátia Mendes, Ana Margarida Arruda, João Caninas, Pedro Cura, entre outros.

À tarde, a partir das 15:30, vai decorrer um passeio pedestre até ao castelo velho do Caratão, classificado como Imóvel de Interesse Público.

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CARATÃO3Situado no topo do monte que lhe deu nome, o “Castelo Velho”, ou “Castelo Velho do Caratão”, como é localmente mais conhecido, encontra-se estrategicamente implantado, sobranceiro às ribeiras de Eiras, do Arizal e do Caratão, a cerca de duzentos e cinquenta metros de altitude, com um forte domínio visual sobre a paisagem envolvente, tendo sido originalmente dotado de um sistema defensivo, do qual resta apenas um troço de muralhado.

Foi em meados dos anos de 1940 que o sítio foi identificado por João Calado Rodrigues, encontrando, entre outros, vários elementos de moagem, machados, artefactos de bronze e diversos fragmentos cerâmicos, aos quais se acrescentaram outros objectos recolhidos no local já na década de 60, até que os anos 80 permitiram a realização dos primeiros trabalhos arqueológicos (Cf. PEREIRA, M. A. H., 1970).

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De entre o espólio exumado, será de realçar um elemento de foice e duas enxós de xisto, a par de um número considerável de objetos metálicos, como um escopro, alfinetes e agulhas, assim como adagas, pontas de seta e lâminas de espada, para além de exemplares de ourivesaria; numa comprovação indireta de parte substancial das atividades preponderantes no povoado durante a sua utilização em plena Proto-História.

A aldeia do Caratão localiza-se na freguesia de Mação, encravada num vale e perto da serra do Bando dos Santos, sendo que o nome Caratão, provém do nome Karat, uma antiga medida da pureza do ouro.

CARATÃO1

Já existe indícios da povoação da localidade do Caratão e dos seus arredores desde os tempos pré-históricos. O Castelo Velho do Caratão corresponde a um castro defensivo do Neolítico, dominado pelos povos que ocuparam a região, nomeadamente pelos romanos até ao século I., Visigodos e Mouros, até que D. Afonso Henriques doou-o aos Templários em 1160 onde seria edificado um castelo Medieval, o que nunca chegou a acontecer.

Mais recentemente o grande êxodo rural e a imigração para as ex-colónias e França, na década de 1960 contribuiu para a despovoação da aldeia que passou de 201 habitantes em 1940 para cerca de 25 em 2011. Os incêndios florestais têm sido um grande problema no concelho e chegaram a afetar seriamente a aldeia, tendo sido o seu pico em 2003.

CARATÃO_CARTAZ

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