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Domingo, Setembro 19, 2021

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Mação | Antigo quartel dos bombeiros reabilitado e transformado em resposta social (c/áudio)

Onde antes estava o antigo quartel dos bombeiros, no centro histórico de Mação, ergue-se agora um edifício reabilitado com o fim de servir como Lar e Centro de Atividades para pessoas portadoras de deficiência. A cerimónia de inauguração decorreu no sábado, dia 3 de julho, naquele que foi para Vasco Estrela, presidente do município, um dia histórico e extraordinariamente importante uma vez que o antigo quartel “ganhará vida e mais do que isso, ajudará a melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas. Vamos criar emprego, riqueza e contribuir decisivamente para termos um concelho melhor”, destacou.

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O novo espaço, que irá assim desempenhar duas respostas sociais – a de Lar Residencial e a de Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão – representou um investimento na ordem dos 1.25 ME, dos quais 900 mil euros suportados diretamente pela autarquia, e o restante com apoio do Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU).

O espaço, que já está totalmente pronto e que se prevê entrar em funcionamento no dia 15 de setembro, terá capacidade para 40 utentes (20 em cada uma das modalidades) e deverá propiciar a criação de cerca de 20 postos de trabalho. 

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Vasco Estrela, presidente do município maçaense, na sua intervenção. Foto: mediotejo.net

Na sua intervenção, Vasco Estrela (PSD) disse que, para além da recuperação do emblemático edifício e da resposta social ali criada, fica igualmente satisfeito com a possibilidade de criação destes postos de trabalho.

“Se pudessem ser do concelho de Mação tanto melhor, mas nem sempre é possível”, notou, tendo afirmado que fica a mais-valia de “fixação de pessoas, postos de trabalho no concelho, e mais vida no local. O comércio local também ganha com os próprios visitantes e acho que no fim do dia todos vamos ficar a ganhar”, sublinhou.

ÁUDIO | Discurso de Vasco Estrela, presidente do município de Mação

Relacionado com o apoio do PARU, Luís Francisco Filipe, Vogal do Executivo 2020, afirmou na sua intervenção que “esta obra constitui um bom exemplo de regeneração urbana, porque revitaliza o espaço urbano, cria emprego e fixa população, e corresponde a algo que hoje temos de valorizar muito: é uma resposta social. E se há uma coisa que aprendemos nesta pandemia foi o valor da ciência, da saúde e dos apoios sociais”, afirmou, tendo acrescentado ainda que “ninguém pode ficar de fora da ajuda do Estado e do poder local”.

ÁUDIO | Intervenção de Luís Francisco Filipe, Vogal do Executivo 2020, da CCDR (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional)

O projeto vai ser dinamizado através de um protocolo estabelecido com o Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA). O presidente deste centro, Nelson de Carvalho, frisou que ” a palavra mágica é cooperação” e que “o território, a comunidade, as pessoas e as famílias exigem esta cooperação para enfrentarmos e dar cada vez mais e melhor respostas às suas necessidades”.

Inauguração do edifício. Da esquerda para a direita: Luís Francisco Filipe, Vasco Estrela, Renato Bento e Nelson de Carvalho. Foto: mediotejo.net

Nelson de Carvalho garantiu que o CRIA está nesta parceria apenas no cumprimento estrito da sua missão no território e comunidade, que é a de se “empenhar em promover mais e melhores respostas sociais para as necessidades das pessoas e famílias”.

Estando a falar de um lar residencial na área da deficiência, onde há imensas carências no país inteiro, o presidente do CRIA disse que este projeto “vem responder de um modo muito positivo. Não é grande mas vem responder ao seu território de um modo muito positivo”, notou, tendo adiantado ainda que “a prioridade não depende do território, mas sim das necessidades das pessoas, daí também todo o processo de avaliação e definição de quem vão ser os utentes que está também a ser feito”.

ÁUDIO | Intervenção de Nélson de Carvalho, presidente do CRIA

Vasco Estrela, que vê esta reabilitação do edifício num lar e centro social como “um bom exemplo de que quando nos focamos no essencial, naquilo que é realmente importante, as coisas acontecem”, reforçou a importância da estrutura uma vez que a Câmara de Mação, numa longa tradição de parceria com o CRIA, levava diariamente e há muitos anos, algumas dezenas de pessoas para Abrantes para terem acesso a esta resposta social.

Renato Bento, diretor da Segurança Social de Santarém, presente na cerimónia, saudou e agradeceu em nome do Ministério da Segurança Social e do Instituto da Segurança Social, o “enorme investimento feito” e a “decisão corajosa de se avançar com um projeto desta natureza e dimensão”.

“Não são muitos os exemplos – felizmente temos alguns e bons exemplos, mas não são muitos ainda – em que os municípios avançam com investimentos desta dimensão tornando estes territórios mais estruturantes e mais estruturados, na resposta social aos grupos mais vulneráveis como é o caso da área da deficiência”.

ÁUDIO | Renato Bento, diretor da Segurança Social de Santarém

O diretor da Segurança Social de Santarém adiantou ainda que através dos acordos que vão ser assinados (e que só não foram no dia da inauguração por razões de logística) vai ser concedido um apoio financeiro anual ao CRIA, no valor de 360 mil euros, para o funcionamento destas duas respostas sociais.

Um apoio para que “seja possível ao CRIA, com a sua equipa e experiência que já tem no terreno na área da deficiência, e com o acompanhamento sempre muito próximo da nossa parte, desenvolver essas duas respostas e prestar um serviço de qualidade a um grupo populacional tão sensível como é o da deficiência”, sublinhou Renato Bento.

Instalações do novo Lar Residencial e Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão. Foto: mediotejo.net

Na cerimónia foi ainda realizada a bênção da placa das obras de requalificação do edifício pelo padre Amândio, pároco de Mação, e todos os presentes tiveram a possibilidade de visitar o interior do edifício. 

O presidente do município disse que a Câmara já fez a sua parte e que “deixa de ter voto na matéria”, embora a sua posição esteja “salvaguardada”, uma vez que a Câmara é a proprietária do edifício, sendo obrigação do município estar atento e garantir que o fim a que o edifício se destina seja esse mesmo.

“Se se concretizar essa ideia de podermos abrir a porta à região e ao país, melhor ainda, acho que o CRIA tem capacidades suficientes para tirar o melhor partido deste edifício e tenho a certeza que isso vai acontecer”, afirmou o autarca.

 

Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo. Ávido leitor, não dispensa no entanto um bom filme e um bom serão na companhia dos amigos.

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