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Mação abriu espaço Museológico em Ortiga dedicado ao Tejo e às artes da pesca

A Câmara Municipal de Mação já abriu as portas ao Núcleo Museológico de Ortiga, um espaço de memória que tem por objetivo homenagear a população ribeirinha e perpetuar as tradições e artes da pesca. Para além de honrar o passado, a ambição passa por recentrar a atenção no Tejo e no futuro do rio e das gentes ribeirinhas.

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“O Núcleo Museológico de Ortiga está no centro da aldeia e nasceu da conversão do edifício da antiga escola primária da aldeia, também um espaço de memória e tradição, sendo que este museu pretende retratar e perpetuar as vivências da população ribeirinha de Ortiga, que viveu muito de e para a pesca”, disse o presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela (PSD), tendo destacado o “justo reconhecimento” da importância económica e social do rio e da pesca para esta aldeia à beira Tejo.

Mação inaugura Núcleo Museológico de Ortiga dedicado ao Tejo e às artes da pesca. Foto: mediotejo.net

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Para o autarca, o novo espaço museológico, que implicou um investimento na ordem dos 230 mil euros, “tem também a virtude de colocar o rio Tejo na centralidade” do núcleo expositivo, e onde o barco picareto, criado pelo mestre calafate ‘Ti’ Manuel Fontes, natural daquela aldeia, é peça em destaque, numa mostra que se pretende constituir como “uma forma de homenagear toda uma população, a sua forma de viver, e dignificar o nosso passado”.

Presidentes da Câmara de Mação e da Junta de Freguesia de Ortiga na cerimónia de abertura do Núcleo Museológico. Foto. mediotejo.net

O edifício da escola primária mantém a sua estrutura principal e o interior foi adaptado a várias zonas, como a zona de receção e duas salas, uma das quais servirá como espaço de acolhimento de uma exposição permanente sobre as artes da pesca e a tradição e cultura locais, enquanto a segunda albergará outras atividades ligadas à temática do núcleo.

Antiga escola primária de Ortiga foi requalificada e reconvertida em espaço de memória e vivências. Foto: Rotas de Mação

A requalificação do exterior incluiu uma cobertura, onde está instalado um barco picareto, tradicional de Ortiga, obra do falecido e último mestre calafate de Ortiga, cujo espólio integra a exposição permanente do museu.

Por outro lado, notou Vasco Estrela, o Núcleo Museológico de Ortiga “perspetiva também o futuro, ao recentrar o rio Tejo e fazer a ligação entre o rio e as pessoas, numa visão do que foi o seu passado e o que pode ser o futuro” naquela freguesia ribeirinha.

Assim, a este investimento na ordem dos 230 mil euros, “suportado exclusivamente pela Câmara Municipal”, junta-se um outro na ordem dos 400 mil euros, este já apoiado por fundos comunitários, que passa pela requalificação da praia fluvial de Ortiga e zona envolvente e pela construção de passadiços na margem do rio Tejo, numa extensão de cerca de 1.100 metros.

Mação já abriu portas ao Núcleo Museológico de Ortiga, espaço dedicado ao Tejo e às artes da pesca. Foto: mediotejo.net

A construção dos passadiços, no âmbito das Rotas das Pesqueiras e Lagoas do Tejo, surge como “complemento” do Núcleo Museológico de Ortiga e vai permitir “ligar as pesqueiras tradicionais na margem direita do Tejo às lagoas”, revivendo uma zona em Ortiga com forte valor cultural, patrimonial e histórico.

O passadiço “irá proporcionar às pessoas visitar as pesqueiras, desfrutar da paisagem e da margem do rio, e ainda dá a possibilidade de conviverem melhor com o Tejo e com o ex-libris que o concelho tem, um pouco escondido, que são as lagoas”, disse Vasco Estrela, apontando o primeiro semestre de 2021 para a conclusão deste investimento.

Até ao final do ano, o Museu está a funcionar no período da tarde, entre as 14:00 e as 18:00, todos os dias da semana, havendo algumas exceções devido à quadra festiva. Para agendar visita ou obter informações, o melhor é mesmo contactar o Museu, através do telefone 241 571 477 ou pelo email museu@cm-macao.pt

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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