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Terça-feira, Outubro 26, 2021

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“M.C. Escher em Lisboa”, por Massimo Esposito

Uma exposição especial, única e imperdível foi inaugurada há duas semanas em Lisboa no Museu de Arte Popular, na Avenida de Brasília e patente até Maio 2018.

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Porquê única, especial e imperdível? Porque Escher não é um artista comum, ele não se pode inserir em nenhuma corrente de arte, em nenhum contexto ou período artístico. Ele está fora do tempo e das modas. Aposto que os seus desenhos teriam tido um sucesso formidável tanto em Firenze no ano 1500, como no ano 1300 nas Flandres, ou entre os maneiristas franceses.

Um desenho limpo, claro e determinado em maravilhar o observador atento. Sim, atento, porque no princípio não é mais que um desenho, mas depois, vendo com atenção, descobrem-se pormenores ou “non-sense” incríveis. Uma queda de água que regressa ao princípio desafiando a lei da gravidade, uma escada onde os personagens sobem sempre até regressar ao princípio, ou descem sempre, arquitecturas impossíveis, reflexos que se transformam em outros desenhos… e muito mais.

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A Wikipédia diz: obras “que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses – padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes Ele também era conhecido pela execução de transformações geométricas (isometrias)

Todas estas descrições não refletem a obra de Escher, ou pelo menos descrevem só um pouco, mas devemos vê-las, observá-las com calma e apreciar o Génio deste homem, a cura que dispensava em fazer do impossível algo realizável… pelo menos no papel.

Um Holandês, nascido no século 19 mas atual e sempre “renovável”. Quando eu frequentava o liceu, no século passado, com alguns amigos, reproduzíamos as suas obras, ou pelo menos tentávamos, e depois fazíamos algo pessoal, mas nunca com tanta perfeição e fantasia… era sobretudo de fantasia que Escher se alimentava.

Não vou falar da biografia ou das suas centenas de obras, mas só aconselho uma visita, demorada e aplicada a esta exposição especial, única e imperdível.

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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