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Sábado, Setembro 18, 2021

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“Lúcio”, por Armando Fernandes

Pessoas amantes de pescar em água doce asseguram-me existirem lúcios de boa envergadura nas águas do Tejo e na albufeira da barragem do Castelo do Bode. Este peixe de extrema voracidade torna-se perigoso se o pescador deixar apanhar a mão ou um dedo pois munido de centenas de dentes agudos e fortes provoca lesões profundas.

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Podendo atingir 25 quilos, sendo de melhor sabor os apanhados nos rios que nos lagos, o grande lobo da água doce, assim lhe chamavam na Idade Média, era e é muito apreciado pela finura da sua carne.

Posso testemunhar tão velha afirmação porque o Chef Rodrigo Castelo (restaurante Oh Balcão sito em Santarém) o prepara magnificamente, especialmente os lombos.

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Vale a pena os pescadores de lúcios do Médio Tejo pedirem às mulheres e mães cuidado no seu preparo de forma as postas não se quebrarem ou ficarem desfeitas. Atenção às cozeduras. Como é evidente o talento de quem cozinha lúcios é que lhe concede a necessária sapidez!

Armando Fernandes é um gastrónomo dedicado, estudioso das raízes culturais do que chega à nossa mesa. Já publicou vários livros sobre o tema e o seu "À Mesa em Mação", editado em 2014, ganhou o Prémio Internacional de Literatura Gastronómica ("Prix de la Littérature Gastronomique"), atribuído em Paris.
Escreve no mediotejo.net aos domingos

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