Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Quinta-feira, Agosto 5, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

“Libertar o Tejo”, por Duarte Marques

Mais uma vez, o nosso rio Tejo foi alvo de uma agressão. Depois da poluição, do não funcionamento das escadas de passagem de peixe do açude de Abrantes, só nos faltava a construção de uma parede no meio do rio, junto à central termoelétrica do Pego.
Um autêntico “paredão”, para alguns uma verdadeira muralha, cresceu no rio Tejo mesmo debaixo do nosso nariz.
 
Alguns, irresponsavelmente, preferiram assobiar para o lado. Outros, sobretudo movimentos de cidadãos como a SOS Observatório do Tejo, decidiram agir e alertar. As autarquias locais também tiveram comportamentos diferentes. A PEGOG é uma empresa estratégica da região que sempre respeitou o Tejo e a região. Cometeu um erro, confiou talvez em entidades, empresas, que não o mereciam. A Agência Portuguesa do Ambiente, que licenciou a obra, agiu rápido, exigiu alterações e correções, assim que inspecionou e “chumbou” o resultado final.
 
Hoje, felizmente, já se pode dizer que há “fumo branco” no rio Tejo, o travessão já foi interrompido, a água já passa livremente, os peixes já sobem e falta apenas tornar o rio novamente navegável.  Recordo que, ainda recentemente, a Assembleia da República aprovou por unanimidade um Projeto de Resolução em “defesa da sustentabilidade do rio Tejo” que defendia precisamente a  sua navegabilidade e o respeito pelas espécies.
 
No início da semana, tive oportunidade de me deslocar ao local e de poder mediar uma reunião informal, no próprio travessão, com a APA, a PEGOP, o Presidente da Câmara Municipal de Mação, o Presidente da Junta de Freguesia de Ortiga, os representantes da SOS Observatório do Tejo e alguns membros das Assembleias Municipais de Mação e de Abrantes (de diferentes partidos). Fiquei com a clara convicção que era possível encontrar uma solução e conciliar todos os interesses, respeitando sempre o interesse público e o respeito pelo ambiente.
 
Entretanto, o travessão foi rompido, está aberto, os peixes e a água podem passar livremente. Resta agora avaliar se aquela estrutura é de facto a mais indicada para acautelar todos os problemas, os ambientais e os económicos. É por isso mesmo que, em conjunto com os restantes Deputados do PSD eleitos por Santarém, pedi já ao Ministro do Ambiente que procedesse a uma avaliação ao tipo de projeto / solução tecnológica adotado no travessão do rio Tejo, em Abrantes.
 
Não podia deixar de recordar que são ainda muitos os problemas de fundo que exigem resolução no rio Tejo. Destaco o problema da passagem de peixes no açude de Abrantes, mas também a poluição que nos chega diariamente à barragem de Belver, a definição de um caudal ecológico, mas também os problemas das margens do rio. A nossa atenção vai continuar focada no rio, no recurso que une todo o Ribatejo.
 
A terminar, deixou uma palavra de enorme reconhecimento aos cidadãos que nunca deixam morrer este assunto nem deixam de defender o rio Tejo. O meu muito obrigado a todos eles.

Duarte Marques, 39 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros.
Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. É ainda membro da Assembleia Municipal de Mação.
Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

- Publicidade -
- Publicidade -

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome