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Quinta-feira, Outubro 28, 2021

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Leiria | Hospital nega caso de pais desamparados com filho morto nos braços

*notícia atualizada com o comunicado de imprensa do Centro Hospitalar de Leiria às 19h20 de 13 de dezembro de 2018

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Em conferência de imprensa ao princípio da tarde desta quinta-feira, 13 de dezembro, o Centro Hospitalar de Leiria (CHL) negou a veracidade da notícia da TVI de que um casal teria estado perto de uma hora sem apoio médico após o falecimento do filho de dois anos naquela unidade. Segundo o Hospital, foi a própria mãe que solicitou algum tempo com a criança após o óbito.

A notícia da TVI teve por base três testemunhas do episódio, uma das quais psicóloga, que foram surpreendidas pelo facto do casal ter permanecido “sozinho”, com o filho morto nos braços, cerca de 50 minutos após o falecimento.

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O Hospital de Leiria emitiu ao fim da tarde um comunicado de imprensa em que refere que “são falsas as declarações presentes na peça da TVI, tendo já sido publicamente desmentidas pelo diretor do Serviço de Pediatria, hoje em conferência de imprensa, às 12h30, e pela família, através das redes sociais e junto dos serviços do CHL, demarcando-se da reportagem”.

“O Centro Hospitalar de Leiria confirma e lamenta o falecimento da criança de 20 meses, ocorrida na terça-feira, na Urgência Pediátrica. Os profissionais do Hospital fizeram tudo o que era possível perante o quadro que a criança apresentava, cumprindo os protocolos de atuação estabelecidos, mas, ainda assim, não foi possível evitar o referido desfecho”, continua.

A mesma informação refere que “na peça da TVI os profissionais do CHL são acusados de “abandonar” a família numa sala, e de “deixar” a criança morta nos braços dos pais. O CHL refuta veementemente esta versão dos factos. A pedido da mãe do menino, foi permitido à família permanecer mais algum tempo com a sua criança, o que foi viabilizado por estar de acordo com os protocolos em vigor neste tipo de casos”.

O Hospital refere que “estão a ser levados a cabo os procedimentos habituais e as averiguações necessárias para esclarecer o óbito”.”Como foi redigida e emitida, esta notícia é passível de colocar em causa o bom nome e reputação dos profissionais do CHL, pelo que nos reservamos o direito de recorrer a todos os meios ao nosso alcance para defender a honra e a probidade dos nossos profissionais”, termina.

Segundo avança o Jornal de Leiria, que esteve presente na conferência de imprensa, o director do Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar de Leiria, Bilhota Xavier, esclareceu que a criança deu entrada nas Urgências Pediátricas e “esteve internada numa unidade de internamento de curta duração, com observação permanente e contínua dos profissionais do Serviço de Pediatria”, onde acabou por falecer.

Por “vontade da mãe”, após o óbito, esta pediu para a deixarem ficar mais algum tempo com o filho ao colo, adianta.

“Os pais nunca ficaram desamparados ou sozinhos e tiveram todo o apoio dos profissionais desta instituição”, terá frisado o clínico. A tia da criança, foi adiantado, também já se manifestou nas redes sociais sobre o caso, corroborando a informação do Hospital.

Na mesma conferência de imprensa foi referido que o desmentido do Hospital seguiu para a TVI cerca das 18:15. “Após se ter ido verificar os dados sucedidos e informados – demora algum tempo. A informação foi dada”, assegurou a directora clínica do Centro Hospitalar de Leiria, Elisabete Valente.

“Infelizmente, não temos disponibilidade permanente para estar a fazer comunicados para a comunicação social, até porque a notícia foi transmitida muito em cima do acontecimento. A criança faleceu na terça-feira e a notícia transmitida ontem [quarta-feira, dia 12]. Uma vez que nada nos pesava na consciência, quer nos cuidados prestados em relação da situação de doença, quer nos cuidados que prestámos à família, que houvesse qualquer motivo para fazer um comunicado à comunicação social a explicar uma situação, onde nada nos apontava em termos de procedimento”, referiu Bilhota Xavier.

A criança foi a enterrar na tarde desta quinta-feira na localidade de Pousos, Leiria.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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