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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Leiria/Fátima | Diocese reitera posição de repúdio a falso padre exorcista

A diocese de Leiria-Fátima tornou a publicar na sua página de facebook uma declaração de repúdio quanto à atividade do ex-Padre Humberto Gama, acusado de violação durante um exorcismo por uma cliente na passada semana. O “Padre” Humberto Gama foi deixado em liberdade no sábado, 4 de agosto, após audição judicial, devendo apresentar-se periodicamente.

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A declaração foi publicada inicialmente em 2011, aquando uma reportagem televisiva e várias notícia sobre a atividade do padre exorcista com casa em Fátima, e agora republicada face à sua detenção. Refere o texto que haviam chegado “ao Santuário de Fátima e à secretaria episcopal de Leiria queixas e pedidos de informação sobre a pessoa em causa. Tendo recolhido as devidas informações, no intuito de corresponder ao interesse geral e, em especial, das pessoas tentadas a solicitar os serviços “religiosos” do referido senhor, levamos ao conhecimento dos interessados o seguinte”.

A diocese informa assim que “Humberto Gama, cujo nome completo é Marcelino Humberto Gama, foi efectivamente membro da Congregação religiosa dos Marianos da Imaculada Conceição, tendo sido ordenado sacerdote no Convento de Balsamão, no concelho de Macedo de Cavaleiros, em 1965”.

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“Foi enviado para Inglaterra, onde esteve integrado na comunidade religiosa da referida Congregação. Mas, em 1972, por motivos graves, o governo geral da mesma Congregação demitiu-o. Esta decisão de expulsão da congregação religiosa de que era membro foi confirmada pelo Vaticano, através da Congregação dos Religiosos e Institutos Seculares”, continua.

Desde essa altura que a Igreja Católica não reconhece a Humberto Gama “qualquer legitimidade para as actividades religiosas ou de exorcismo que realiza, sendo abusivos o título de “padre” com que se apresenta, o uso de vestes sacerdotais e a prática de ritos religiosos”.

“É igualmente abusiva a divulgação de uma sua fotografia com o Papa João Paulo II, para tentar legitimar e provar a sua condição de padre e para servir de cartão de visita para ser contactado nos arredores de Fátima”, pode ler-se na mesma nota.

Apela a diocese que “a quem se encontra em dificuldades que julga serem espirituais, aconselha-se o recurso a uma prática cristã regular e a solicitar a ajuda de quem mereça confiança para o poder fazer e tenha o reconhecimento da Igreja, quer seja um sacerdote, um religioso ou religiosa ou mesmo um cristão leigo. Recomenda-se, por outro lado, aos sacerdotes e a outros fiéis cristãos capazes de ajudar pessoas em dificuldade psico-espiritual que as acolham com caridade, as escutem com paciência e inteligência, façam oração por elas e, conforme as situações, as encaminhem para outros apoios adequados ao caso em questão”.

O texto é assinado pelo vigário geral, Jorge Guarda, com data de 28 de fevereiro de 2011.

O “Padre” Humberto Gama foi deixado em liberdade no sábado, 4 de agosto, após audição judicial, devendo apresentar-se periodicamente.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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