Terça-feira, Janeiro 18, 2022

Legislativas | Candidata do BE por Santarém começa campanha com SNS e questões laborais

No âmbito da pré-campanha eleitoral a candidata à Assembleia da República do Bloco de Esquerda, Fabíola Cardoso, reuniu com integrantes da União de Sindicatos de Santarém, na terça-feira, 11 de janeiro. Na oportunidade, a bloquista relevou as questões laborais considerando-as de “maior importância”, relembrando que “muitos direitos dos trabalhadores estão em causa na eleição de dia 30 de janeiro”.

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A cabeça de lista do BE por Santarém reiterou a “firme determinação do Bloco em reforçar a sua votação, para obrigar o próximo governo a valorizar o trabalho” e exemplificou com “a necessidade de reforçar a contratação coletiva”, acrescentando que “a recusa de António Costa em corrigir as leis laborais de Passos Coelho foram um dos motivos que levou o Bloco a chumbar o Orçamento de Estado”, lê-se em nota de imprensa enviada às redações.

No encontro, foram abordados temas como a situação dos trabalhadores nos diversos setores laborais, como o comércio, a educação e outros serviços públicos, o agroalimentar, entre outros. A migração, questões de género e LGBT em contexto laboral foram outras das preocupações levantadas por Fabíola Cardoso.

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A atual deputada e candidata deixou críticas às políticas de direita do PS, que têm deteriorado as condições de quem trabalha. Para isso, garante a bloquista, é necessário: “Remover as medidas da troika da lei laboral; aumentar o salário mínimo nacional em 10% ao ano; revogar o corte da troika na majoração das horas extra e recuperar o descanso compensatório; revogar as alterações que reduziram a capacidade negocial dos sindicatos e bloquearam as atualizações salariais; consagrar o subsídio de alimentação para todos os trabalhadores e trabalhadoras do privado; garantir a semana de trabalho de 35 horas no setor privado; reverter o alargamento do período experimental, aprovado recentemente pelo PS e PSD; reforçar a Autoridade para as Condições de Trabalho”.

A deputada bloquista foi recebida por Valter Ferreira, Dionísio Estevão e Ivo Santos.

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Já na primeira iniciativa online do BE da campanha para as Legislativas 2022 decorreu no dia 6 de janeiro. O tema abordado foram os problemas do Serviço Nacional de Saúde (SNS), numa sessão que contou com intervenções de Bruno Maia, médico neurologista, Teresa Nascimento, técnica superior de radiologia e a candidata Fabíola Cardoso.

A bloquista relembrou que “o SNS sempre foi uma prioridade para o Bloco” e que “a democracia não sobrevive sem o SNS”. Fabíola Cardoso comentou, ainda, que “os profissionais do SNS estão exaustos e há muitos problemas no distrito de Santarém: falta de médicos de famílias, as dificuldades sentidas nos cuidados primários e nos cuidados hospitalares são uma constante”, especificando que “só em Benavente há oito mil pessoas sem médicos de família.”

Das várias medidas propostas pelo Bloco de Esquerda para o Serviço Nacional de Saúde, Fabíola Cardoso destacou quatro, que considerou essenciais no distrito de Santarém: “Medidas de apoio à fixação de profissionais em regiões carenciadas; incorporação dos trabalhadores da segurança e limpeza nos quadros; reforço das redes de cuidados continuados/ paliativos; reforço da verba e atividades de promoção da saúde.

Por seu lado, Teresa Nascimento advertiu para “a grande externalização nos meios complementares de diagnóstico e terapêutica”, quando “há vagas nos quadros dos ACeS para técnicos de diagnóstico e terapêutica, para psicólogos e que não se podem preencher, pois não se abrem concursos”.

Na sua intervenção, Bruno Maia criticou o PSD por usar dados falsos sobre as despesas do país com Saúde, pois ao contrário do que é dito, “Portugal gasta menos que a maioria e a média dos países da União Europeia e da OCDE”. E continuou, “ao mesmo tempo, os indicadores de saúde são dos melhores do mundo”. O médico assumiu que “o SNS, apesar de tudo, é relativamente eficiente e acessível, do ponto de vista da gestão financeira”, apesar da atual “incapacidade para fixar recursos humanos”, lê-se também em nota de imprensa.

E concluiu que “a proposta do Bloco, feita desde há vários anos, de oferecer carreiras em exclusividade é extremamente importante”, uma vez que “há demasiados profissionais em pluriemprego”.

As próximas sessões online estão previstas para os dias 15, 22 e 28 terão como temas:  “Juventude, vida adiada?!”, “Conhecimento, que papel na região?” e, por fim, “As propostas do Bloco para o distrito”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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