Quinta-feira, Janeiro 27, 2022

Legislativas | BE reitera aposta em Fabíola Cardoso para liderar lista por Santarém

A atual deputada Fabíola Cardoso vai voltar ser a cabeça de lista do BE às eleições legislativas pelo distrito de Santarém, uma decisão da Mesa Nacional que foi contra a proposta da distrital bloquista, que havia apresentado o nome de Ana Sofia Ligeiro. A Mesa confirmou ainda a repetição de Catarina Martins e Mariana Mortágua por Porto e Lisboa, respetivamente.

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Os elementos da moção E anunciaram hoje ter abandonado “em protesto” a reunião da Mesa Nacional do BE e acusam aquele órgão de estar a realizar uma “votação anti-estatutária” das listas às eleições legislativas. De acordo com o comunicado enviado à agência Lusa pela moção E, que na última convenção elegeu 17 dos 80 lugares da Mesa Nacional, “em causa está a apresentação de uma lista alternativa à sufragada pelas/os militantes do distrito de Santarém, numa tábua rasa à decisão do órgão competente regional”.

“As/os membros eleitas/os pela Moção E recusam participar numa proposta viciada de ilegalidade e exigiram a retirada da lista B por Santarém, versada na proposta a sufrágio na Mesa Nacional”, refere o mesmo comunicado, segundo o qual “votar numa proposta desta natureza é ser conivente com o incumprimento estatutário e é rasgar a democracia interna”.

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À agência Lusa, fonte da Mesa Nacional referiu depois que “os membros eleitos pela moção E apresentaram, sob alegações estatutárias, uma proposta para que apenas fossem colocadas à votação da Mesa Nacional as propostas de candidaturas feitas pelas distritais”.

“Nos casos de Santarém e de Portalegre surgiram na Mesa Nacional propostas diferentes, vindas da Comissão Política e de um membro da Mesa Nacional, respetivamente”, explicou.

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Em conferência de imprensa, a coordenadora do BE, Catarina Martins, apresentou as conclusões da Mesa Nacional, órgão máximo do partido entre convenções, que hoje se reuniu para aprovar o programa eleitoral e as listas às eleições legislativas de 30 de janeiro.

Catarina Martins explicou que entre os critérios das escolhas dos candidatos esteve a decisão de, tendo a legislatura sido interrompida, os cabeças de lista com mandato parlamentar se manterem “exceto quando não estivessem disponíveis”.

Foi o caso único de João Vasconcelos, eleito em 2019 por Faro, sendo assim a principal novidade o facto de o eurodeputado José Gusmão ser o primeiro candidato por este círculo eleitoral.

Dos 22 círculos eleitorais, o BE decidiu repetir 10 cabeças de lista que tinha apresentado nas eleições legislativas de 2019.

Entre as mesmas apostas estão Catarina Martins (Porto), Mariana Mortágua (Lisboa), José Manuel Pureza (Coimbra), Moisés Ferreira (Aveiro), Joana Mortágua (Setúbal), José Maria Cardoso (Braga), Ricardo Vicente (Leiria) e Fabíola Cardoso (Santarém), distritos pelos quais estes candidatos são já deputados da Assembleia da República.

Em Viana do Castelo e em Évora, distritos pelos quais o BE não elegeu qualquer deputado, a Mesa Nacional decidiu voltar a apostar em Luís Filipe de Oliveira Louro e Bruno Martins, respetivamente.

Foi precisamente em Santarém, com a escolha de novo da deputada Fabíola Cardoso que esteve na origem de uma polémica na reunião de hoje deste órgão do partido, uma vez que elementos das moções E e N, críticas da direção de Catarina Martins, abandonaram a sala em protesto por aquilo que consideraram ser uma “votação anti-estatutária”.

Em 20 de novembro, a distrital de Santarém do BE tinha escolhido a geógrafa Ana Sofia Ligeiro para liderar a lista do partido pelo círculo eleitoral de Santarém.

De acordo com aquilo que explicou a líder bloquista na habitual conferência de imprensa, a Mesa Nacional decidiu “fazer o que faz sempre”, ou seja, “votar todas as propostas que vêm dos plenários distritais e, quando é caso disso, votar em alternativa outras propostas que sejam feitas por pessoas que estão presentes na Mesa Nacional e da Comissão Política”, tendo vencido o nome de Fabíola Cardoso.

Com as listas que hoje tiveram luz verde, na próxima legislatura deixarão o parlamento os atuais deputados bloquistas Jorge Costa, Maria Manuel Rola e Luís Monteiro.

c/LUSA

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