Segunda-feira, Janeiro 24, 2022

Legislativas | BE reafirma oposição ao Projeto Tejo e exige investimentos em Transportes e Educação

No âmbito da pré-campanha para Eleições Legislativas, o Bloco de Esquerda reuniu com a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) tendo reafirmado a oposição ao Projeto Tejo e vincado a necessidade de investimentos em Transportes e Educação.

- Publicidade -

Fabíola Cardoso, candidata à Assembleia da República pelos distrito de Santarém, e Luís Gomes, vereador da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos e 4º candidato à Assembleia da República, foram recebidos por Pedro Ribeiro, presidente do conselho da CIMLT, e António Torres, primeiro secretário da CIMLT. Durante o encontro, abordaram os temas da Educação, da Mobilidade Intermunicipal, do Ambiente e das Estradas e Pontes da região.

Na área ambiental, Fabíola Cardoso reafirmou “a firme oposição do Bloco de Esquerda ao Projeto Tejo”, pois “a solução para um Rio Tejo ecologicamente viável não passa pelo despejar de milhões em betão e cimento, mas sim pela coragem de alterar o paradigma no qual os grandes interesses económicos utilizam os recursos naturais apenas com o objetivo de maximizar os seus lucros”, lê-se em nota enviada às redações.

- Publicidade -

A recandidata garante que esta lógica “mantém-se com a alta proteção do PS, dos seus governos e respetivas políticas”. A bloquista remata que se candidata ao parlamento português “para lutar por um Rio Tejo vivo, acessível às pessoas e sem poluição”.

Fabíola Cardoso referiu, no final da reunião, que “ficou muito claro que o governo de António Costa não investiu o suficiente na nossa região, o que tem agravado a desigualdade territorial, condenando o interior do país”. Para a deputada do Bloco “é incompreensível como a região da Lezíria do Tejo tem ficado de fora dos investimentos estratégicos, tanto no Plano Nacional de Investimentos, como no Plano de Recuperação e Resiliência”, lê-se na mesma nota.

- Publicidade -

A candidata bloquista admitiu que “são preocupantes as necessidades de intervenção e de requalificações que algumas escolas apresentam”. Por sua vez, “a questão dos transportes devia ter sido alvo de investimentos categóricos, pois é prioritária a descarbonização da economia, e consequentemente da nossa mobilidade, ainda para mais se tivermos em conta a proximidade entre a Lezíria do Tejo e a Área Metropolitana de Lisboa”. Fabíola Cardoso classifica como “grave a falta de transportes públicos, inclusive dentro do mesmo concelho, especialmente nas zonas de Salvaterra de Magos, Benavente e Muge”.

No que concerne à rede viária, Fabíola Cardoso demonstrou desagrado com a forma como os decisores governamentais “têm utilizado o processo de descentralização para se desresponsabilizarem dos investimentos necessários na conservação das rodovias”, lamentando que “o governo continue a fechar os olhos a obras muito aguardadas pelas populações e as quais não podem ser feitas sem verbas centrais”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome