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Julgamento de militares da GNR acusados de furto adiado para dia 19 em Santarém

O julgamento de quatro militares da GNR acusados de furto qualificado, falsificação, abuso de poder, burla, entre outros crimes, num processo que envolve outros 21 arguidos e que devia iniciar-se hoje em Santarém, foi adiado para o próximo dia 19.

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O julgamento, que corre no Tribunal Judicial de Santarém e em que um dos arguidos, o militar da GNR considerado “fulcral” no processo, se encontra preso preventivamente desde outubro de 2014 no estabelecimento prisional de Tomar, tem já 13 sessões marcadas, entre 19 de abril e 25 de maio, tendo sido desmarcadas seis, previstas entre hoje e o próximo dia 18.

Em causa está um esquema que levou ao furto, entre junho e outubro de 2014, de mais de 20 toneladas de inox e alumínio (essencialmente sucata, mas também peças novas) de uma empresa de Samora Correia, sendo que entre os arguidos se encontram também responsáveis de duas empresas que funcionaram como recetadoras.

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No processo, o militar da GNR que se encontra preso preventivamente é acusado de ser coautor de 20 crimes de furto qualificado, de um crime de furto na forma tentada, de cinco crimes de peculato de uso, de seis crimes de falsificação qualificada, de quatro crimes de abuso de poder, de três crimes de corrupção passiva, de um crime de burla, além de autor material de um crime de violação do dever de sigilo na forma consumada, de um crime de peculato e de um crime de uso de documento alheio, bem como instigador de um crime de abuso de poder e de outro de falsificação qualificada.

O militar usava o facto de fazer segurança noturna na empresa alvo dos furtos para combinar os momentos em que estes ocorriam, tendo, segundo a acusação, substituído o cadeado de um portão lateral, por onde entravam os veículos onde era carregada a mercadoria e, quando o cadeado foi substituído, passado a tapar a câmara de videovigilância.

Do processo constam ainda acusações pela prática de outros crimes, descobertos durante a investigação, sobretudo através de escutas telefónicas, nomeadamente um esquema que defraudou, entre 2012 e 2014, quatro companhias de seguros (demandantes no processo) em milhares de euros por simulação de sinistros que nunca ocorreram.

Os outros três militares da GNR visados na acusação encontram-se suspensos de funções, tendo um deles confessado os factos.

Agência de Notícias de Portugal

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