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“Jogos de espelhos”, por Vasco Damas

Neste país, há três assuntos que não conseguem ser abordados com elevação, com isenção, com coerência e com racionalidade. Discussões à volta da religião, do futebol e da política são tempo perdido porque o fundamentalismo cromático estreita a visão periférica dos temas e não permite ver para além da nossa verdade e das nossas certezas.

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E mesmo que a nossa verdade seja mentirosa e as nossas certezas sejam incertas, nem assim vacilamos porque, mesmo que sejamos agnósticos, nesses momentos deixamos de o ser porque a nossa cor dá corpo ao nosso deus! Filho de um deus menor, mas ainda assim deus…

Curiosa é a observação dos jogos de espelhos que se constroem, acreditando os construtores que assim alteram a realidade e assim conseguem que vejamos aquilo que eles querem que se veja.

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É legítimo que assim seja, creem eles. E faz sentido que assim creiam, porque o mergulho profundo nas suas convicções não permite pensar de maneira diferente.

Aquilo que não é legítimo, é a contribuição da comunicação social para a dúvida, para a confusão e para o alto patrocínio destes jogos de espelhos.

Na minha opinião, o papel da comunicação social é precisamente o inverso. Um papel insubstituível na informação, no esclarecimento e no desenvolvimento da notícia com base em factos.

O problema é que os factos vão sendo substituídos por cenários que apenas aumentam os reflexos destes jogos de espelhos e que valorizam a importância do soundbyte em detrimento da procura da verdade.

A informação tem-se vindo a transformar e é cada vez mais contra-informação e salvo raras e honrosas exceções, as diferenças entre a comunicação social nacional e uma qualquer rede social, está cada vez mais esbatida.

Esta realidade não serve os interesses de uma sociedade madura e que se deseja com uma elevada consciência social. Antes pelo contrário, contribui para a sua desconstrução e para a diminuição dessa consciência social.

Talvez seja por isso que as nossas televisões estejam cheias de programas com conteúdos que não têm o menor interesse para o nosso futuro e que definitivamente não estimulam o debate para que reflitamos sobre as soluções para os nossos problemas.

Quase sem notarmos, somos atores nestes jogos de espelhos. Mas não se iludam, não somos atores principais nem secundários. Somos meros figurantes. Sem falas nem destaque…porque o nosso verdadeiro papel é a sustentação destes indecorosos jogos de espelhos.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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