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Sábado, Novembro 27, 2021

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João Moura alerta para perigos de Central do Pego começar a trabalhar com hidrogénio

Na sessão de assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), o deputado de Ourém, João Moura, alertou o plenário para os perigos inerentes à transformação da Central Termoelétrica do Pego, em Abrantes, num Central de produção de energia verde, nomeadamente hidrogénio. Segundo foi discutido, esta é uma energia instável que ainda levanta vários problemas. 

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A presidente da CIMT, Anabela Freitas, realizou durante a sessão um ponto de situação sobre a atividade da comunidade. Neste âmbito, deu a conhecer a criação do Fundo de Transição Justa. Este mecanismo destina-se a “reconverter a indústria de produção de energia com base em combustíveis fósseis, tais como o carvão, mas também os setores da habitação e dos transportes”, foi exposto.

Encontra-se assim a decorrer o trabalho de “Apoio à preparação dos Planos Territoriais de Transição Justa em Portugal (PTTJ)”, tendo a região do Médio Tejo que determinar quais os projetos (empresariais ou não empresariais) que podem ser identificados como projetos
estratégicos para a resposta aos desafios e impactos expectáveis da transição climática ao longo da década, explicava ainda a exposição apresentada. 

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Após a intervenção de Anabela Freitas, o deputado João Moura fez algumas observações sobre as recentes notícias de que a Central Termoelétrica do Pego pode vir a ser reconvertida em central de produção de energia verde. Segundo o mesmo, durante algum tempo também se acreditou que a central iria reconverter-se à biomassa, quando não era sequer viável esse negócio na região. “Foi publicidade enganosa”, comentou. Poderá ocorrer o mesmo com o projeto do hidrogénio, referiu.

“Ainda não sabemos bem o que isso é, ninguém sabe”, constatou. Sabe-se de um mega projeto de 1,5 mil milhões de euros para este setor em Portugal, mas este, adiantou, está em vias de “colapsar” uma vez que os parceiros privados terão alegadamente deixado de acreditar na rentabilidade. Por tal, aconselhou “cautela” ao anunciar a reconversão da central do Pego.

Além disso, continuou, “o hidrogénio ainda está para mostrar o que vale”. Afinal, “é uma energia perigosa”, que “circula mal” e com a qual é preciso ter “muitas cautelas”. “O seu manuseamento é deveras perigoso”, alertou.

Em resposta, Anabela Freitas constatou que há pelo menos dois anos que há discussões sobre a transformação da Central do Pego. Efetivamente nem todos os sócios privados estão de acordo com o destino a dar à central, tendo sido inicialmente falado em biomassa, agora em energia verde, com objetivo de enveredar pela produção de hidrogénio. 

Para a União Europeia, referiu, o Médio Tejo é um região de hidrogénio. “O que estamos focalizados nestes momento (…) é nas questões da mobilidade”, salientou, de preferência com energias limpas. O hidrogénio poder fluir nas condutas do gás sem grandes adaptações para o consumidor final, adiantou.

Há ainda uma candidatura de um privado a fundos europeus na área do hidrogénio para a região. Deixaria assim o apelo que não se façam conclusões precipitadas com base na falta de informação.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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