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Sábado, Novembro 27, 2021

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“Jesuíta”, por Armando Fernandes

A leitora, o leitor, certamente, já regozijou o palato, ou viu falar num apreciado bolo de tamanho reduzido, triangular, recheado de creme de amêndoas e coberto de glacê real (mistura de açúcar do confeiteiro, clara de ovo e sumo de limão) a que damos o nome de jesuíta.

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Porquê baptizado desta forma? Porque os jesuítas completavam os trajes talares cobrindo a cabeça com um chapéu com as abas voltadas para cima. O glacê no caso destes bolos faz-se com chocolate, daí a cobertura ser escura.

A congeminação de nomes e apodos na arte da cozinha levou e continua a levar à  sua proliferação, basta pensar no mundo circular que nos rodeia, desde o mais simples preparado culinário ao mais complexo, uma sopa de cebola à moda da senhora XIS (existe uma receita assim denominada), até ao pica-pau que não é amarelo.

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E porque os Jesuítas são uma Instituição de grande tradição educacional e cultural quer no quadro das Ordens religiosas, quer no Mundo profano, proponho a quem faz o favor de ler aquilo que escrevo a indagarem a razão de em França e noutros lugares os perus também serem conhecidos por Jesuítas. 

Armando Fernandes é um gastrónomo dedicado, estudioso das raízes culturais do que chega à nossa mesa. Já publicou vários livros sobre o tema e o seu "À Mesa em Mação", editado em 2014, ganhou o Prémio Internacional de Literatura Gastronómica ("Prix de la Littérature Gastronomique"), atribuído em Paris.
Escreve no mediotejo.net aos domingos

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