Investigadora tomarense vence prémio da Academia Portuguesa de História

A investigadora tomarense Isabel Baltazar foi distinguida com o prémio “História da Europa, Fundação Calouste Gulbenkian” da Academia Portuguesa de História. O prémio vai ser entregue dia 9 de dezembro numa sessão com transmissão online.

PUB

A autora de 54 anos, natural de Tomar, é investigadora no Instituto de História Contemporânea e viu este prémio ser atribuído ao seu livro “Repensar Portugal e a Ideia de Europa”, que contou com o apoio do município e no âmbito da Feira do Livro de 2019.

A obra, que conta com prefácio de Eduardo Lourenço, pretende “mostrar a presença da ideia de Europa no pensamento contemporâneo (…) ideia [que] nunca deixou de estar presente em Portugal, quer servindo como paradigma ao modo de pensar Portugal, quer servindo de retaguarda quando se privilegia o Atlântico, ou, simplesmente, para pensar a Europa”.

PUB

Isabel Baltazar concluiu o Mestrado em História Cultural e Política e o Doutoramento em História e Teoria das Ideias na NOVA FCSH. Foi também professora convidada da faculdade entre 1999 e 2010, no departamento de Estudos Políticos.

Nove obras premiadas pela Academia Portuguesa da História

A obra “Os Intelectuais em Portugal na Idade Média. O Retrato das suas Maiores Figuras, de Santo António a Gil Vicente”, de Armando Norte, é uma das vencedores dos Prémios da Academia Portuguesa da História (APH), hoje divulgados.

A obra de Armando Norte, recentemente publicada pela Esfera dos Livros, foi distinguida com o Prémio CTT-D. Manuel I, no valor de 2.000 euros.

O prémio foi instituído este ano, com a intenção de “galardoar uma obra de reconhecido mérito, no âmbito de qualquer época da História de Portugal”, de um autor de lusófono, segundo comunicado dos CTT-Correios de Portugal, “devendo ser um estudo monográdico”.

O vencedor do Prémio Pina Manique-Do Iluminismo à Revolução, criado este ano pela Academia, será divulgado na próxima semana, anunciou a APH.

Os Prémios Fundação Gulbenkian, divididos em três áreas, todos com o valor de 2.000 euros, distinguiram a obra “Identidad Insular y Espacio Atlántico. Portugal y Tenerife en Tiempos da la Unión Ibérica”, de Javier Luis Álvarez Santos, em História da Presença Portuguesa no Mundo, a obra “Repensar Portugal e a Ideia de Europa. Pensamento Contemporâneo”, de Isabel Baltazar, em História da Europa, e “Sinais de Vida. Cartas da Guerra 1961-1974”, de Joana Pontes, em História Moderna e Contemporânea de Portugal.

As obras “Templários em Portugal. Homens de Religião e de Guerra”, de Paula Pinto Costa, com a chancela da Manuscrito, e “Virgínia Victorino. Vida e Obra”, de Jorge Pereira Sampaio, editada pela Câmara de Alcobaça, venceram ‘ex-aequo’ o Prémio Fundação Engenheiro António de Almeida – Joaquim Veríssimo Serrão, e partilham os 2.500 euros do seu valor pecuniário.

O Prémio Augusto Botelho da Costa Veiga, com o valor de 750 euros, distinguiu João Luís Cardoso pelo título “Outeiro Redondo – Sesimbra. Escavações 2005-2016”, publicado pela Câmara de Sesimbra.

A obra “Vestidos de Caridade: Assistência, pobreza e indumentária na Idade Moderna. O caso da Misericórdia de Braga”, saída pelas Edições Húmus, venceu o Prémio Lusitania História, no valor de 2.000 euros.

António dos Santos Pereira ganhou o Prémio EMEL – História dos Caminhos, Percursos e Mobilidade, no valor de 2.000 euros com o ensaio “Sobral de São Miguel: Vertentes do Património e da Comunidade Aldeã, na Asa da Estrela, a Meio de Portugal”, editado pela Câmara da Covilhã.

A cerimónia de entrega dos prémios acontece no dia 09 de dezembro, pelas 15:00, no Palácio dos Lilases, em Lisboa, onde está instalada a APH.

“Em virtude das atuais restrições, a sessão presencial será reservada aos premiados e doadores, estando previsto ser transmitida via plataforma Zoom”, segundo a mesma fonte.

c/LUSA

PUB
PUB
Joana Rita Santos
Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

APOIE O NOSSO JORNAL, TORNE-SE UM LEITOR BENEMÉRITO

Se lê regularmente as nossas notícias torne-se um leitor benemérito fazendo contribuições a partir de 10€/mês, ou doando valores iguais ou superiores a 100€. Esses leitores passam a constar da ficha-técnica como apoiantes deste projeto independente de jornalismo. Pode também fazer uma contribuição pontual (5€, 10€, 20€, o que puder e quiser).