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Terça-feira, Dezembro 7, 2021
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“Intermitências da vida”, por Vasco Damas

A única certeza na vida é que nada é certo nesta vida e apesar das várias aulas práticas a que fui assistindo, algumas delas na fila da frente, continuo a não deixar de me surpreender com as intermitências desta mesma vida.

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Há quem me diga que não gosta de fazer grandes planos para o futuro, principalmente se eles forem a médio ou longo prazo, porque a probabilidade de eles se virem a realizar é muito baixa.

Já eu gosto precisamente do contrário. De fazer planos porque acredito que somos nós que temos a capacidade de fazer acontecer. Mas tenho de reconhecer que a eficácia dessa capacidade se vai esbatendo quando alargamos o horizonte temporal. Talvez por isso deva atualizar a forma como olho para a vida. Temos a capacidade de fazer acontecer sim, mas apenas no momento ou no curto prazo porque o que continuamos a poder influenciar no médio ou longo prazo na maioria das vezes já nada tem a ver com aquilo que achávamos que iria ser no início do processo.

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E muitas vezes as alterações na nossa vida não são provocadas pelas nossas ações ou sequer pelas nossas omissões. Onde quero chegar é que, em limite, não posso ter a certeza de conseguir fazer aquela viagem que estou a planear para daqui a dez anos porque em dez anos muita coisa pode acontecer e posso inclusivamente deixar de estar vivo durante esse tempo.

É por isso que cada vez mais tento aproveitar o momento para viver nos intervalos provocados pelas intermitências da vida, valorizando aquilo que efetivamente dá sabor e sustenta a vida. A família como pilar principal e os amigos que provocam um equilíbrio entre o dar e o receber.

Nem sempre o tenho conseguido mas sei que o tenho tentado. E apesar de ainda não me ter totalmente blindado em relação àquilo que não posso controlar tenho tido a capacidade de o começar a relativizar.

Nem todos me desejam o bem mas ainda há muitos que não me desejam o mal. Resta-me ter a perspicácia de não os confundir para aproveitar em pleno as intermitências da vida.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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