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Segunda-feira, Setembro 27, 2021

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“Insustentável leveza da gratidão”, por Vasco Damas

Diz-se que a vida nos dá de volta aquilo que lhe damos a ela, mas em bom rigor, devo ter a humildade de afirmar que ela tem sido muito generosa comigo, dando-me muito mais do que eu lhe tenho dado a ela.

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Não me quero tornar demasiado repetitivo nem demasiado lamechas, mas ano após ano, o sentimento que melhor me define em relação à vida é o da gratidão.

Afirmo com frequência que me sinto uma pessoa com sorte. É efetivamente isso que sinto e, ao contrário do que se diz, não tem dado assim tanto trabalho.

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Chegado aqui, sei que sou o somatório das experiências que vivi e não posso deixar de me sentir um privilegiado por me ter cruzado com tantas pessoas fantásticas que contribuíram decisivamente para construir o meu lado melhor, porque como um dia escreveu Antoine de Saint-Exupéry, “aqueles que passam por nós, não vão sós, deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.”

Amigos generosos e colegas de trabalho dedicados que têm sido referências e referenciais e que me têm ensinado de forma natural a diferença entre o certo e o errado e a ser melhor todos os dias. E se nem sempre o tenho conseguido, a responsabilidade é única e exclusivamente minha.

Com a ajuda de todos, sinto genuinamente que o que ficou para trás me deixou mais leve, mas ao mesmo tempo mais forte e mais bem preparado para os desafios que inevitavelmente ainda irei encontrar mais à frente. Uma espécie de “social fitness” que tem vindo a substituir as gorduras da vida por músculo refinado e seletivo.

Neste momento de balanço, deixo a minha família propositadamente para último. Por ser importante, o mais importante da minha vida e o verdadeiro pilar que sustenta e motiva a redefinição de objetivos e a renovação da ambição para atingir os patamares que permitirão dar-lhes o conforto que elas merecem.

Afirmar que sou grato à vida acaba por ser demasiado redutor para a nobreza e a verdadeira dimensão deste sentimento. Talvez tenha de inventar uma definição que mais se aproxime e melhor o explique. Insustentável leveza da gratidão é uma adaptação que talvez lhe dê conteúdo, mas em bom rigor, há sentimentos que não se explicam… sentem-se, vivem-se e desfrutam-se. Com gratidão, sempre com gratidão.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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