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Segunda-feira, Novembro 29, 2021

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Incêndios/Abrantes | Retirada de meio aéreo em Medroa não consta do relatório de ocorrência

A retirada de meio aéreo, antes de realizar uma descarga, na localidade de Medroa, durante o incêndio de Abrantes em agosto passado, não consta da fita do tempo. A presidente da Câmara Municipal pediu por isso explicações à Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e ao Secretário de Estado da Administração Interna. Reconhecendo que “nem tudo correu bem”, Maria do Céu Albuquerque deu conta do pedido de esclarecimento durante a reunião de Executivo esta sexta-feira.

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No rescaldo dos incêndios que fustigaram o concelho de Abrantes “é momento de falar das coisas que não correram bem e pedir explicações” considerou esta sexta-feira Maria do Céu Albuquerque durante a reunião de Câmara Municipal. Em causa a retirada de um meio aéreo durante um reacendimento em Medroa, no concelho de Abrantes, antes deste efectuar uma descarga. A autarca manifestou-se “espantada” quando percebeu que essa retirada não consta da fita do tempo.

A presidente deu conta que enviou um pedido de esclarecimento à ANPC e ao secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, que passamos a citar: “Na sequência do incêndio de Abrantes, na freguesia de Aldeia do Mato em Souto, ao acompanhar o CODIS [Comando Distrital de Operações de Socorro] a uma das várias frentes de fogo deste incêndio em concreto na zona da Medroa, no estradão florestal que liga esta povoação à aldeia de Amoreira, presenciei a retirada de um meio aéreo do teatro de operações num cenário de aparentes dificuldades, junto das povoações, sem conhecimento prévio dos operacionais que se encontravam no terreno incluindo o próprio CODIS. Estranhei esta ocorrência e solicitei de imediato que a mesma fosse registada para posterior averiguação”.

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Maria do Céu Albuquerque pediu explicações sobre a retirada do “meio aéreo do teatro de operações” e a razão pela qual  “não aparece descrita no relatório de ocorrência”, aguardando agora resposta.

A autarca explicou não ter referido o assunto durante o período de incêndio por “não ser o tempo certo”, à semelhança do “bom exemplo” dado pelo Presidente da República. E o tempo era “de combate, de incentivar os profissionais que estavam no terreno. Dar-lhes força para os momentos difíceis que todos vivemos”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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