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Incêndios | Utentes do lar para deficientes de Abrantes transferidos para quartel dos bombeiros

Vinte utentes de um lar para pessoas com deficiência em Abrantes foram transferidos esta tarde para o quartel dos bombeiros da cidade devido a um incêndio que deflagrou na zona. Em declarações à Lusa, a presidente da autarquia explicou que esta mudança “foi feita por precaução”.

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Maria do Céu Albuquerque disse que o incêndio, que deflagrou às 15:40, perto da zona industrial de Alferrarede “circunscreveu a área das instalações do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes” (CRIA), tendo a retirada dos utentes e funcionários sido ” feita para o quartel dos bombeiros por precaução”.

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O presidente do CRIA, Nelson de Carvalho, por sua vez, disse que “a evacuação [do edifício] foi feita devido ao nervosismo dos utentes”, por razões “preventivas, de segurança e também psicológicas”, num local que, referiu, “esteve envolto em muito fumo”.

Segundo aquele responsável, que falou à Lusa às 17:30 a partir do local, a situação no terreno estava “calma”, e, destacou, com “muitos bombeiros e viaturas nas operações de rescaldo e prevenção” de eventuais reacendimentos.

No terreno, segundo disse à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), estavam 60 operacionais apoiados por 18 viaturas. Às 17:30 o incêndio estava dado como “em resolução”.

Em São Miguel de Rio Torto, também no concelho de Abrantes, o incêndio que deflagrou às 18:02 de sábado voltou a reacender pela segunda vez cerca das 16:34 de hoje, estando a ser combatido por 125 operacionais, auxiliados por 34 viaturas e dois meios aéreos. Às 19:10, este incêndio estava referenciado como “em conclusão” na página da Proteção Civil.

Dado durante a madrugada como estando em conclusão (extinto com pequenos focos de combustão), o fogo reacendeu cerca das 14:20, voltou a ser dado como em fase de conclusão cerca das 16:00, tendo reativado pouco mais de meia hora depois, disse à Lusa o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém.

Segundo o comandante José Napumoceno, os esforços dos bombeiros têm-se concentrado junto das cerca de 10 habitações que se encontram próximas do perímetro do incêndio, não tendo nenhuma sido afetada até ao momento.

Contactada pela Lusa, a presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, disse que “a mobilização é total” e que este é o incêndio “que mais preocupa neste momento”, tendo destacado como principais dificuldades “os 41º de temperatura no terreno, com 0% de humidade no ar, o vento e as projeções.

Em Abrantes, nas últimas 24 horas, “não há registo de pessoas feridas, apenas um barracão ardeu e um telhado de um prédio devoluto”.

O outro incêndio de grandes dimensões que deflagrou sábado, cerca das 20:09, no distrito de Santarém, também em área de povoamento florestal, em Rebelo, no concelho de Ferreira do Zêzere, mantém-se em resolução e circunscrito, mas com “muito trabalho de vigilância ativa pela frente”, disse.

Envolvidos neste trabalho estão 184 operacionais e 47 viaturas, adiantou.

Às 17:40, a página na Autoridade Nacional da Proteção Civil dava conta de 171 incêndios ativos no país, combatidos por 2.550 operacionais, 820 viaturas e 26 meios aéreos.

C/LUSA

Fotos: mediotejo.net / Pedro Marques

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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