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Sábado, Maio 8, 2021

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Incêndios | Sem novo contrato não se pode manter serviço do SIRESP mesmo que se quisesse – Altice

O presidente da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, afirmou hoje que sem um novo contrato, mesmo que quisesse, a empresa não poderia manter o SIRESP e reiterou que o serviço cessa a 30 junho, se nada mudar.

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“Mesmo que quiséssemos, numa lógica de procurarmos assegurar a proteção das pessoas, nós não o podemos fazer porque não temos qualquer enquadramento contratual e não podemos prestar esse serviço ao Estado, ao SIRESP, sem esse enquadramento contratual”, afirmou.

ÁUDIO: ALEXANDRE FONSECA, PRESIDENTE ALTICE PORTUGAL:

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Alexandre Fonseca falava na Covilhã, distrito de Castelo Branco, onde esteve hoje para lançar uma nova parceria entre a Altice, a Microsoft e a Hewlett Packard Enterprise (HPE).

A sessão coincidiu com o dia em que foi publicada uma entrevista daquele responsável à agência Lusa e ao Diário de Notícias (DN) e na qual afirmou que, no que depende da Altice, o Serviço SIRESP termina no dia 30 de junho, dado não existe qualquer contacto sobre a continuidade do contrato.

“O que eu posso dizer é que estamos a dois meses e meio do fim do contrato”, afirmou Alexandre Fonseca, na conversa com a Lusa e o Diário de Notícias (DN), quando questionado sobre o tema do SIRESP, do qual a dona da Meo é fornecedora de serviços.

Na Covilhã, à margem da sessão, Alexandre Fonseca voltou a ser questionado sobre o tema, tendo assumido a “preocupação” da Altice com o facto de “a apenas dois meses e meio do final do contrato não existir ainda uma perspetiva de continuidade”.

Ressalvando que não sabe se é intenção da SIRESP manter o serviço Alexandre Fonseca salientou a complexidade do mesmo para explicar que” há questões que já serão difíceis de garantir”, mesmo que as negociações comecem imediatamente.

“Não é em meia dúzia de semanas que conseguiremos, com certeza, garantir essa continuidade”, frisou.

Aida assim, salvaguardou que também não é “impossível”: “Não estou a dizer que é impossível, estou a dizer que o tempo urge e, se há essa perspetiva de continuidade, com a Motorola, com a Altice Portugal, com os seus parceiros, pois teremos de falar nas próximas horas”.

Caso tal não aconteça, e se nada mudar, Alexandre Fonseca garante que o serviço cessa no dia e hora marcados.

“[Se nada mudar], do lado da Altice Portugal, no dia 30 de junho, às 23 horas 59 minutos e 59 segundos, vamos cessar a prestação do serviço, até porque não podemos prestar serviço”, concluiu.

A Altice Portugal é a fornecedora da operação, manutenção, gestão e também do alojamento de muitos ‘sites’ do SIRESP.

No início de novembro, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, admitiu o prolongamento do contrato de concessão da rede de emergência SIRESP com os operadores provados depois de junho deste ano.

Na altura, durante a discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2021, Eduardo Cabrita explicou aos deputados que o prazo contratual com os operadores privados termina em junho de 2021 e, naquele momento, um grupo de trabalho criado pelos ministérios da Administração Interna e das Finanças estava a discutir o futuro modelo do Sistema Integrada das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).

O Estado comprou por sete milhões de euros a parte dos operadores privados, Altice e Motorola, no SIRESP, ficando com 100%, numa transferência que aconteceu em dezembro de 2019.

Desde essa altura que o Estado tem um contrato com a Altice e Motorola para fornecer o serviço até junho de 2021.

Depois dos incêndios de 2017, quando foram públicas as falhas no sistema, foram feitas várias alterações ao SIRESP, passando a rede a estar dotada com mais 451 antenas satélite e 18 unidades de redundância elétrica.

A Altice Portugal, a Microsoft e a Hewlett Packard (HP) Enterprise formalizaram hoje uma parceria que permitirá trazer para Portugal a plataforma “Azure Cloud”, disponibilizando este serviço às empresas com a garantir de os dados estarem alojados em território nacional.

A solução implementada é o “Azure Stack Hub”, uma ‘cloud’ (nuvem) híbrida que conjuga os serviços de ‘cloud’ pública com a infraestrutura privada, dado que os dados ficam alojados no Data Center da Altice, na Covilhã.

Além deste momento, a Altice também promoveu hoje um conjunto de outras iniciativas ligadas à sua estratégia de proximidade com o território. Na Covilhã realizou a inauguração de uma cabine de leitura que fica no centro da cidade e que, em parceria com a Câmara da Covilhã, disponibilizará livros para “levar, doar, ler e devolver”.

Alexandre Fonsecaesteve esta quarta-feira em Tomar onde assinou um protocolo de investimento em fibra ótica de nova geração da Altice Portugal. Foto: CMT

Já em Proença-a-Nova procedeu à inauguração da antena móvel de Catraia Cimeira, com vista a reforçar a rede móvel daquele concelho do distrito de Castelo Branco.

Para Tomar e Vila Nova da Barquinha estavam agendadas as assinaturas dos protocolos de investimento em fibra ótica de nova geração da Altice Portugal.

Agência de Notícias de Portugal

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