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Sexta-feira, Setembro 17, 2021

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Incêndios | Miguel Borges diz que “fogos não deveriam atingir esta dimensão”

O atual presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil do Distrito de Santarém, Miguel Borges, comentou a situação de incêndios mais uma vez vivida em três concelhos do Médio Tejo: Mação, Vila de Rei e Sertã. “Há que fazer uma reflexão” no sentido de perceber se a legislação existente “precisa de ir mais além”, diz, em entrevista ao mediotejo.net.

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Para o atual presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil do Distrito de Santarém, Miguel Borges, os recentes incêndios merecem análise e reflexão. “Se aprendemos com os erros de 2017 ou se cometemos os mesmos erros e se na legislação é preciso ir mais além.”

Esta manhã mais de 800 efetivos combatiam as chamas nos concelhos de Vila de Rei e de Mação, após a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil ter dado como dominado os incêndios na Sertã, fogos que tiveram início no sábado e continuam com frentes ativas em Vila de Rei e Mação.

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“Se estamos a cometer os mesmos erros ou se há erros novos, temos de perceber porque estes incêndios de grande dimensão continuam a acontecer. Nenhum incêndio nasce grande, como é que é possível? Essa análise tem de ser feita urgentemente”, insiste.

Miguel Borges defende que terá de se perceber, no âmbito do ordenamento florestal, “se todos fizeram e cumpriram o que teriam de fazer”.

No Médio Tejo, “estamos cansados que os incêndios aconteçam”, desabafa. “E estamos cansados de ver incêndios virem de longe, por aí fora, desgovernados. Uma coisa é certa; os fogos não deveriam atingir esta dimensão. Ontem do picoto de Vila de Rei via-se o incêndio enorme”, referiu Miguel Borges.

O também presidente da Câmara Municipal de Sardoal dá conta “de um trabalho feito na floresta com alguma intensidade reativa aos acontecimentos de 2017”, e um trabalho que, diz, “está a ser bem feito”, mas considera que “é preciso perceber se toda a gente fez o que tinha a fazer, e se todos têm condições e capacidade de resposta às pequenas ignições de forma a que não se permita que se transformem em grandes, e se estamos adaptados às alterações climáticas, que têm sido muito rápidas”.

Para já, bate-se para que existam “todos os meios disponíveis para que todos os homens e mulheres no terreno possam continuar com as melhores condições, não só em quantidade mas com uma boa logística”, para “apoiar quem anda muitas horas em combate”.

Miguel Borges acredita que na causa de mais estes incêndios de grande dimensão possam estar “erros do passado, mais do que novos erros”, mas volta a frisar a importância da análise. “Será que passados dois anos de 2017 estamos a tirar o pé do acelerador? Não estamos com a mesma atenção que tivemos em 2018?”, interroga.

Seja como for, para o atual presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil do Distrito de Santarém os incêndios de grande dimensão “não se podem repetir”. A análise tem de ser “fria mas apaixonada”, defende Miguel Borges, no sentido de perceber o que se passou e depois, “doa a quem doer”, assumir responsabilidades. “Não podemos permitir que haja tão grandes investimentos no terreno e em meios e que tudo continue na mesma.”

Em jeito de conclusão, Miguel Borges lembra que, no que diz respeito aos incêndios, “o mundo não começou em 2017. Foi um marco devido às vítimas mortais.”

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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