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Sábado, Setembro 18, 2021

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Incêndios | Helicóptero Kamov chegou (finalmente) ao Centro de Meios Aéreos de Ferreira do Zêzere (c/vídeo)

Era aguardado desde 1 de julho, mas o helicóptero Kamov, um dos três helicópteros pesados alugados para o combate aos incêndios florestais, de forma a suprir a falta dos seis Kamov do Estado português (todos inoperacionais), chegou apenas esta quarta-feira, 24 de julho, cerca das 12h30, ao Centro de Meios Aéreos de Ferreira do Zêzere. O mediotejo.net acompanhou em exclusivo a sua chegada (ver vídeo).

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Este era um dos três helicópteros que permaneciam estacionados há mais de três semanas em Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, a aguardar “autorizações burocráticas” para poderem voar, tendo o caso sido denunciado no domingo, na SIC Notícias, pelo deputado do PSD Duarte Marques, na sequência dos graves incêndios que voltaram a deixar em sobressalto a região do Médio Tejo, nos concelhos de Mação, Vila de Rei e Sertã.

Helicóptero Kamov vai estar estacionado no Centro de Meios Aéreos de Ferreira do Zêzere durante o período de incêndios Foto: Cláudia Gameiro/mediotejo.net

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Em declarações ao mediotejo.net, o presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere, Jacinto Lopes (PSD), confirma que o município aguardava que dois meios aéreos, um ligeiro e um pesado, estivessem estacionados no concelho a partir de 1 de julho, mediante o promulgado pela Diretiva Operacional nº 2, o que não veio a suceder.

Os “prejuízos humanos, materiais e para a floresta” dos últimos dias” poderiam ter sido evitados” se o Kamov tivesse chegado a horas, acredita o deputado Duarte Marques

Os grandes incêndios nos concelhos limítrofes a Ferreira do Zêzere provocaram alguma apreensão no último fim de semana, admite, e a ausência dos meios aéreos poderia ter causado ainda mais problemas, caso o vento não tivesse soprado favoravelmente para os ferreirenses.

O Kamov chegou a Ferreira do Zêzere quase um mês depois da data determinada no plano nacional de prevenção de incêndios: às 12h30 de 24 de julho. Foto: Cláudia Gameiro/mediotejo.net

Questionado sobre se a presença do Kamov poderia ter feito a diferença nos incêndios de Mação e Vila de Rei, concelhos adjacentes, Jacinto Lopes é assertivo. “Acho que é a grande questão que tem que se colocar. Alguém terá de responder a isso: porque é que este meio aéreo não estava aqui? Foi notícia que esteve preso este tempo todo por causa de um processo burocrático, administrativo. Penso que teria feito diferença, é um meio pesado, com cinco vezes mais capacidade que os restantes meios aéreos ligeiros que estiveram em combate, mas alguém com mais capacidades que eu, que sou um simples presidente de Câmara, terá que responder a isso.”

“Alguém terá de responder a isso: porque é que este meio aéreo não estava aqui? Penso que teria feito diferença, é um meio pesado, com cinco vezes mais capacidade que os restantes meios aéreos ligeiros que estiveram em combate”, diz Jacinto Lopes

A ausência deste Kamov no terreno tem que ser explicada, insiste, “até porque os colegas de Mação e de Vila de Rei foram muito maltratados” nos últimos dias. “Nós, os presidentes de Câmara, não estamos disponíveis para sermos enxovalhados na praça pública e esta questão tem que ser respondida por quem de direito. Está em causa a imagem dos autarcas mas, pior que tudo, e o mais importante, está em causa a vida dos nossos cidadãos e os bens deles” e de todos nós.

O deputado Duarte Marques e o presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere, Jacinto Lopes, acreditam que o meio aéreo pesado teria feito toda a diferença no combate aos grandes incêndios do passado fim de semana. Foto: Cláudia Gameiro/mediotejo.net

Também em declarações ao mediotejo.net, Duarte Marques aponta o dedo à atuação do Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita. “Deve pedir desculpa às pessoas de Mação, do Sardoal, de Vila de Rei e de Proença-a-Nova”, considera. Os “prejuízos humanos, materiais e para a floresta” dos últimos dias “poderiam ter sido evitados” se o Kamov tivesse chegado a horas, acredita.

O deputado, eleito na passada legislatura pelo círculo de Santarém, mostra contudo satisfação por ver que as populações da região estão a partir de hoje mais protegidas contra os incêndios que possam vir a ocorrer.

Mais um capítulo na saga dos russos Kamov
Os seis helicópteros pesados Kamov, comprados pelo Estado em 2006 por 42 milhões de euros, não voam desde o início do ano passado. Não são utilizados pela Autoridade Nacional de Protecção Civil no combate a incêndios, nem pelo Instituto Nacional de Emergência Médica, para transporte de doentes graves, devido a questões técnicas e jurídicas. A estes seis Kamov juntam-se mais três helicópteros ligeiros Ecureuil B3, que também têm estado parados devido a problemas com os contratos de manutenção.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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