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Quinta-feira, Setembro 23, 2021

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Incêndios | Governo elogia “cumprimento rigoroso” do modelo de combate em Vila de Rei e Mação

O ministro da Administração Interna afirmou hoje que houve um “cumprimento rigoroso” das orientações estratégicas definidas pelo modelo de combate aos incêndios rurais que atribui a prioridade absoluta à salvaguarda da vida humana e das populações.

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“Houve um cumprimento rigoroso [nos incêndios que começaram no sábado na região Centro] daquelas que são as orientações estratégicas definidas no modelo de combate aos incêndios rurais: prioridade absoluta à salvaguarda da vida humana, à salvaguarda das populações, das aldeias, das zonas residenciais”, afirmou Eduardo Cabrita, em Cardigos, Mação, no distrito de Santarém.

O governante, que visitou hoje o posto de comando de Cardigos, na sequência do incêndio que começou no sábado em Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, e que depois alastrou a Mação, adiantou que a “prioridade absoluta” é a coordenação de esforços na mobilização para o combate.

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Eduardo Cabrita manifestou ainda “toda a solidariedade” às populações mais diretamente atingidas nos concelhos de Sertã e de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, e de Mação.

O ministro sustentou que as alterações climáticas e a característica da floresta portuguesa “exigem uma resposta que já está a ser dada com os mecanismos da reforma da floresta e com a adaptação dos planos diretores municipais a planos regionais de ordenamento da floresta.

“Estes colocarão, também num quadro de responsabilidade partilhada e descentralizada na mão dos municípios, uma palavra decisiva sob o modelo de ordenamento da sua floresta. Esse é um trabalho de fundo que já está a ser feito e que nos permitirá seguir um caminho que estamos já a ter”, frisou.

Segundo este responsável, nos últimos 10 anos, o país registou uma média de 20 mil incêndios por ano.

“Foi essa a média entre 2009 e 2018. Em 2018, conseguimos ter apenas cerca de 12.200 incêndios florestais, quase metade, apenas, daquilo que se verificou nos 10 anos anteriores e uma significativa redução da área ardida. É nesse trabalho que temos que prosseguir”, afirmou.

Depois de sublinhar que ainda é muito cedo para fazer balanços sobre este incêndio, Eduardo Cabrita sublinhou que decisões como as que foram tomadas recentemente na Assembleia da República, para alargar a todo o país o cadastro florestal “são decisivas”.

“Uma gestão da floresta integrada com escala é fundamental para a prevenção. Julgo que o combate demonstrou, mais uma vez, uma capacidade de responder às suas prioridades estratégicas”, concluiu.

Governo elogia competência e qualificação dos bombeiros voluntários

“Os bombeiros voluntários foram a componente numericamente mais significativa [no incêndio]. Tivemos aqui bombeiros de Beja ao Porto, além dos locais, e mais de 20 grupos de reforço, provando que o voluntariado é um voluntariado competente e verdadeiramente qualificado, que responde de forma adequada nestas circunstâncias”, afirmou Eduardo Cabrita.

O governante, que falava aos jornalistas depois de visitar o posto de comando da Sertã, no distrito de Castelo Branco, sublinhou também a presença, no combate ao incêndio que começou no sábado em Vila de Rei e que depois alastrou a Mação, já no distrito de Santarém, a presença das estruturas profissionais, quer dos bombeiros da Proteção Civil, quer a presença das Forças Armadas, destacando o papel logístico do Exército.

“O incêndio de Vila Rei que depois se projetou para Mação percorreu nas primeiras 12 horas 21 quilómetros, com uma frente muito estreita, que se alongou ao longo de 21 quilómetros com uma violência e intensidade que não permitiam uma forma de defesa que não fosse esta: garantir a segurança das populações e salvaguardar que, com todos os meios disponíveis se conseguisse o que foi realizado em 70 horas, quando estavam a ocorrer já outras ocorrências significativas no país”, sublinhou.

Eduardo Cabrita disse que ainda se está numa fase de prevenção e de vigilância, em que não há nenhuma redução dos meios que estão no terreno até que se considere verdadeiramente seguro determinar a sua desmobilização.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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