Incêndios | Forças de segurança detêm 102 suspeitos de crime de incêndio florestal

Os dois homens que foram detidos na sexta-feira, dia 18 de agosto, no distrito de Santarém, integram o total de 102 pessoas suspeitas do crime de incêndio florestal que as forças de segurança capturaram este ano. O número agora apresentado pela Autoridade Nacional de Proteção Civil é quase o dobro do número (53) registado em 2016.

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O homem que foi detido em Alcanena, um sapador florestal com 50 anos, e que ateou um incêndio, “por impulso e motivo fútil, num quadro de alcoolismo”, em terrenos agrícolas e florestais confinantes com a aldeia de Filhós, foi presente a primeiro interrogatório judicial no tribunal em Tomar neste sábado, dia 19, e foi-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva, apesar de o indivíduo não ter antecedentes criminais.

As forças de segurança (Guarda Nacional Republicana e Polícia Judiciária) detiveram até segunda-feira, dia 21 de agosto, 102 pessoas suspeitas de terem ateado incêndios florestais, quase o dobro dos detidos em período homólogo de 2016, disse Rui Esteves no encontro semanal com a comunicação social.

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O comandante da ANPC adiantou também que os incêndios que estavam ativos nas últimas horas estão agora em fase de resolução, nomeadamente Covilhã, Porto de Mós, Melgaço, Cabeceiras de Basto e Terra de Bouro, envolvendo ainda 769 operacionais, apoiados por 242 veículos e quatro meios aéreos.

Neste momento continuam operacionais 17 grupos de reforço de meios nacionais, 17 grupos de reforço dos bombeiros voluntários, sete pelotões militares, três máquinas de rasto militares de rasto e 16 máquinas de rasto civis.

Rui Esteves disse ainda que os dois grupos da Unidade de Militar de Emergência (UME) espanhóis estão hoje de regresso a Espanha.

Entre os dias 15 e 21 de agosto houve um total de 1.276 incêndios, que foram combatidos por 37.914 operacionais, apoiados por 10.087 veículos, com 668 missões aéreas.

Neste período, os distritos mais fustigados com ignições de fogo foram o Porto, com 335 ocorrências, Braga com 132 e Aveiro com 128.

Os distritos com maior área ardida por incêndio florestal foram Santarém, Castelo Branco e Portalegre.

O responsável da ANPC avançou também que, de 01 de janeiro até ao dia de hoje, foram contabilizadas 11.537 ocorrências de fogo florestal, devido às quais arderam 166 mil hectares de floresta, mais 48 mil hectares ardidos que em igual período do ano passado.

Comparativamente, este ano já deflagraram mais 3.500 ocorrências que no ano de 2016 (8.045), sendo que o ano passado, em período homólogo, tinham ardido 117 mil hectares.

C/Lusa

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Gisela Oliveira
Jornalista profissional há mais de 30 anos, passou por vários jornais diários nacionais, nomeadamente pelo 'Diário de Lisboa', 'Diário de Notícias' e 'A Capital'. Apaixonada pela profissão desde a adolescência, abraçou o jornalismo nas suas diversas áreas, desde o Desporto às Artes e Espetáculos, passando pela Política e pelos temas Internacionais. O jornalismo de proximidade surge agora no seu percurso.

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