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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Incêndios | Eleitos do PS e PSD de Mação clamam por justiça a uma só voz

A Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Mação, Aboboreira e Penhascoso reuniu na sexta-feira, dia 28 de setembro, na sala de reuniões do quartel dos Bombeiros Voluntários de Mação, tendo o local escolhido sido motivado pelo ato de entrega de material de apoio aos Bombeiros locais. Na sessão, foram aprovadas duas moções apresentadas pelo PS, uma das quais solidarizando-se com todas as iniciativas que o executivo municipal liderado pelo PSD desenvolva ou venha a desenvolver para corrigir a discriminação de que afirmam ter sido alvo na distribuição dos apoios relativos aos incêndios de 2017.

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A moção, a que o mediotejo.net teve acesso, lembra que o concelho de Mação “foi dos mais atingidos pelos fogos florestais tendo ardido cerca de 28 mil hectares onde cerca de 50% se verificou na nossa União de Freguesias” [Mação, Aboboreira e Penhascoso] e refere ainda que Mação não foi incluído na lista dos concelhos onde a comparticipação dos apoios possa ser feito a 100%”.

Segundo se pode ler na moção do PS, e aprovada por unanimidade, “existe tratamento desigual para os diferentes concelhos do país que foram afetados por este flagelo” e acrescentam que a “injustiça praticada leva também a uma discriminação consoante a data da ocorrência e se houve ou não vítimas mortais”

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Assim, pelos membros eleitos pelo Partido Socialista, na pessoa de Daniel Jana, foi apresentada e votada por unanimidade uma Moção de apoio ao Executivo da União de Freguesias e ao Município de Mação de “solidariedade com todas as ações que o município desenvolveu, desenvolva ou possa vir a desenvolver na tentativa de corrigir a discriminação que se está a verificar para com o povo do concelho de Mação, nomeadamente desta freguesia que representamos”.

Louriceira, Mação. Foto: João Clara

Questionado pelo mediotejo.net do significado e sinal político que representa esta moção, tendo em conta que é o próprio governo PS que está a ser alvo de críticas, Daniel Jana reiterou a posição de descontentamento generalizado dos maçaenses relativamente a uma decisão governamental que afirma ser uma “injustiça”.

“Não estamos, não queremos e nem vamos partidarizar este assunto. Como sabemos, a orientação política do Presidente da República é diferente da maioria do Governo e também nem por isso se têm sentido “afetos”, nem que fossem dados em mergulhos para com o concelho de Mação!  Em suma, esta injustiça perante Mação tem sido de parte a parte pois desde que aconteceu este flagelo que nenhum partido com assento parlamentar se dignou a vir a Mação perceber como estavam as coisas e se precisávamos de algo”.

“O sinal que queremos passar é que estamos nesta posição não por termos sido nomeados mas sim por termos sido eleitos democraticamente, sendo por isso os legítimos representantes do povo e gestores deste território. A sua voz. É nosso dever e nossa obrigação defender acima de tudo os verdadeiros interesses daqueles que em nós confiaram esta missão. Estamos aqui e não nos vamos calar até que seja resposta a justiça”, frisou o eleito socialista.

Oferta de material a Bombeiros Voluntários de Mação. Foto: DR

Oferta de material a Bombeiros Voluntários de Mação

No seguimento do Almoço Solidário que a União de Freguesias realizou a favor dos Bombeiros Voluntários de Mação, a Assembleia de Freguesias reuniu no edifício do quartel de Bombeiros e o Executivo da Junta efectuou a entrega simbólica de algum material adquirido com o produto desse almoço.

Moção sobre Protocolos de Delegação de Competências

Pelos membros eleitos pelo Partido Socialista, foi ainda apresentada e votada por maioria uma Moção de apoio ao Executivo da União de Freguesias relativamente à forma como devem ser feitos os Protocolos de Delegação de Competências com o Município de Mação, defendendo que “os mesmos, a existirem, deverão ser instruídos de acordo com a Lei e devidamente aprovados pela Assembleia de Freguesia, que é a entidade com competência para tal”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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