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Sábado, Julho 24, 2021

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Incêndios: Dispositivo de combate tem orçamento de 70 milhões

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) vai ter este ano um orçamento superior a 70 milhões de euros, verba idêntica à de 2015, anunciou a ministra da Administração Interna.

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“O investimento público com o DECIF só no âmbito do Ministério da Administração Interna é superior a 70 milhões de euros”, disse Constança Urbano de Sousa, durante a cerimónia pública de apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais para 2016, que decorreu na Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), em Carnaxide.

Numa época de incêndios que começa a 15 de maio e termina a 15 de outubro, os meios de combate vão estar disponíveis de forma faseada, estando na sua capacidade máxima entre 01 de julho e 30 de setembro, a chamada “fase Charlie”.

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A época mais crítica em incêndios florestais vai este ano contar com um total de 9.708 operacionais, 2.235 equipas, 2.043 viaturas e 47 meios aéreos, um dispositivo idêntico ao de 2015.

INCENDIOS“O dispositivo é praticamente igual ao do ano passado e o do ano passado teve muitos bons resultados operacionais”, afirmou aos jornalistas a ministra, considerando suficiente o DECIF apresentado, uma vez que “está bem articulado” e a preocupação é consolidá-lo e melhorá-lo.

O DECIF deste ano apresenta como novidade a possibilidade de antecipar em 15 dias a operação dos aviões bombardeios médios, podendo estas seis aeronaves integrar o dispositivo nos primeiros dias de junho caso seja necessário, segundo o comando nacional operacional, José Manuel Moura, que apresentou o dispositivo.

José Manuel Moura sublinhou também que o grande objetivo do DECIF para este ano continua a ser a segurança das forças envolvidas no combate.

Ideia também defendida pela ministra, que realçou ser “objetivo crucial” a proteção das vidas humanas”.

Nesse sentido, foram desenvolvidas 305 ações de treino já realizadas ou ainda a decorrer, envolvendo mais de 7.100 operacionais, dos quais cerca de 5.400 são bombeiros, formação que também abrangeu as Forças Armadas e a GNR.

Constança Urbano de Sousa anunciou também, para este ano, o início de um projeto-piloto de georefenciação nas viaturas operacionais dos corpos de bombeiros com recurso à rede Siresp (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal).

Para a ministra, este projeto vai permitir “uma melhor gestão dos meios envolvidos nas ocorrências, nomeadamente no combate aos incêndios”.

A governante disse ainda que a diretiva financeira para o ano de 2016, no que toca às comparticipações de despesas resultantes de intervenções no âmbito dos dispositivos especiais em operações e estados de alertas especiais, está a ser preparada, estando para breve a sua conclusão.

Em 2015, ano em que a severidade meteorológica foi a terceira mais severa dos últimos 16 anos, a ANPC registou 15.505 ocorrências de fogo, que causaram 60.916 hectares de área ardida.

No ano passado, um bombeiro morreu num acidente de viação quando se dirigia para combater um incêndio e 371 sofreram ferimentos ligeiros.

 

MAI aumenta orçamento da ANPC para bombeiros em dois milhões de euros

A ministra da Administração Interna (MAI) anunciou na quinta-feira um aumento, em dois milhões de euros, do orçamento da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) para as associações humanitárias dos bombeiros voluntários.

O aumento da verba para as corporações de bombeiros insere-se no âmbito do reforço dos incentivos ao voluntariado, presentes no programa do Governo e anunciado durante a apresentação do Dispositivo Especial de Combate ao Incêndios Florestais (DECIF) para 2016, que decorreu na sede da ANPC, em Carnaxide.

Constança Urbano de Sousa adiantou que este investimento de dois milhões de euros vai “assegurar um ainda melhor desempenho dos corpos de bombeiros voluntários”.

No âmbito do reforço dos incentivos ao voluntariado nos bombeiros, o Governo vai também isentar do Imposto Sobre Veículos (ISV) a aquisição de carros para todas as missões operacionais dos corpos de bombeiros, ficando também isentas deste imposto as associações humanitárias que adquirirem viaturas de transporte de doentes não urgentes.

Segundo a ministra, estas duas medidas, “há muito reclamadas pelo sector”, vão ser concretizadas com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2016.

A ministra Constança Urbano de Sousa indicou também que vai ser relançado o programa de apoio à modernização de quartéis, veículos operacionais e equipamentos de proteção individual (EPI), sendo alterados os critérios de elegibilidade com vista a uma maior taxa aprovação de candidaturas aos fundos comunitários.

“Só em 2016 e 2017, pretendemos investir mais de seis vezes o valor dos fundos comunitários anteriormente previstos para capacitar de forma global o sistema de proteção civil”, disse a ministra, sublinhando que a revisão dos critérios de elegibilidades das candidaturas aos fundos comunitários pretende “melhorar a operacionalidade do sistema de proteção e socorro”.

Os bombeiros vão ainda passar a estar isentos das taxas moderadoras para todo o tipo de cuidados de saúde, na rede do Serviço Nacional de Saúde.

Em 2015, ano em que a severidade meteorológica foi a terceira mais severa dos últimos 16 anos, a ANPC registou 15.505 ocorrências de fogo, que causaram 60.916 hectares de área ardida.

No ano passado, um bombeiro morreu num acidente de viação quando se dirigia para combater um incêndio e 371 sofreram ferimentos ligeiros.

Agência de Notícias de Portugal

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