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Terça-feira, Novembro 30, 2021

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Incêndios | De Tramagal para Oliveira do Hospital, o Apelo

Agna e Cristina, residentes em Tramagal, responderam com prontidão ao apelo de uma família belga de amigos que perdera todos os seus haveres nos incêndios da passada semana, dia 15 de outubro, no concelho de Oliveira do Hospital.

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Não podiam ignorar este grito de dor, de alguém que ficou praticamente sem nada. David, Elisabete e a sua filha, apelaram aos amigos por um pouco de ajuda a esta família, sendo a grande preocupação a pequena Pauline que, com apenas 9 anos, ficou sem nada.

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Material escolar, roupa e um brinquedo que fosse faria toda a diferença para a menina que viu os seus sonhos engolidos pelas chamas.

Palavras são poucas para descrever a destruição. Sobrou muito pouco de toda uma vida, há que começar de novo, colocar mãos à obra e erguer das cinzas os sonhos e ao mesmo tempo tentar esquecer o inferno que passaram.

A família apenas teve tempo de fugir numa carrinha. Dois cães e cinco cabras, foi o que lhes restou.

A luz que teima em não chegar, a rede de telemóvel que quase sempre falha e até a água potável que brotava da serra e que enchia a mina agora está contaminada.

Considerando “impossível ficar indiferente”, usaram as redes sociais, falaram com os amigos e começaram a juntar bens, comida, roupas e outros haveres.

Muito rapidamente chegaram ao objetivo sendo que todos ajudaram, uns com roupa, e outros com material escolar, por exemplo, tudo bens de primeira necessidade. Encheram uma carrinha, e pediram ajuda aos escuteiros de Tramagal que ajudaram a arrumar tudo, respondendo também ao apelo solidário.

O que se fez foi certamente uma gota de água, perante um revolto oceano que deixou marcas.

Apelam agora a todos que ajudem um pouco mais em prol de quem necessita: “se cada um de nós se preocupar com uma família, vamos certamente chegar a todos, mais do que dinheiro, são necessários gestos de amor e gratidão. Vai ser necessário fazer mais, e cabe a cada um dar um pouco de si. Hoje eles, amanhã nós.”

Esta viagem deu para ver o rasto de destruição que assolou a região. Neste momento mais do que roupa são necessárias ferramentas para reconstrução e para cultivar as terras que perderam as culturas. É necessária mão de obra e braço de trabalho, para ajudar este povo que é nosso.

*Com Hugo Esteves

Comecei numa das primeiras rádios locais do País, nos idos anos ‘80, passei pelas (então) novas áreas da informática, a par dos estudos da faculdade, e dediquei duas décadas à banca de investimento, até a Troika decidir mudar-me a vida. Troquei a capital por Abrantes e os números pelas letras. Não gosto do acordo ortográfico, continuarei a usar os "P" e dos "C", mesmo que não se leiam. A par da gestão e produção de vários projetos do grupo editorial do mediotejo.net fui desenvolvendo uma receita de compota de pimento que foi premiada em 2017 pela Inov’Linea e dois anos depois abri um espaço de restauração no centro histórico de Abrantes onde sirvo diariamente refeições com dois ingredientes especiais: amor e carinho.

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