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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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Incêndios | Comissário Carlos Moedas visita Mação, concelho com 70% de território ardido

Com um total de 27.500 hectares de área florestal destruída pelos incêndios, cerca de 70% do território, é “com os olhos postos no futuro” que Mação vai receber na terça-feira a visita do comissário europeu. A presença de Carlos Moedas neste município decorre de um convite formulado pelo presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela, efetuado no seguimento de uma conversa entre ambos no decorrer dos incêndios deste ano.

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“Em apenas dois incêndios, em julho e agosto, 70% dos 41 mil hectares do total do nosso território foi destruído pelas chamas, além de dezenas de habitações e muitos outros prejuízos, e esta visita do comissário europeu vai servir, acima de tudo, para falar do futuro e, sobretudo, para encontrar caminhos para resolver os problemas decorrentes desta tragédia”, disse, por sua vez à agência Lusa, o vice-presidente da Câmara de Mação, António Louro.

Em comunicado, a Comissão Europeia dá conta de que Carlos Moedas, comissário para a Investigação, Ciência e Inovação, vai estar em Portugal nos dias 29 e 30 de agosto, terça e quarta-feira, onde participará em eventos com jovens portugueses em Castelo de Vide e Monsanto, e visitará a área ardida de Mação.

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Segundo o autarca António Louro, que se baseou no relatório dos danos causados em Mação pelos incêndios que ali lavraram entre os dias 23 a 28 de julho e entre os dias 15 e 18 de agosto, arderam 27.500 dos cerca de 40 mil hectares da área total de Mação (70% do território concelhio).

Dezoito mil hectares foram atingidos no primeiro incêndio e 9.500 hectares no segundo.

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No total, continuou, “arderam 17 casas de primeira habitação e dezenas de segunda habitação, além de barracões e instalações agrícolas, viaturas, tratores e muitos outros prejuízos”.

“Somos o concelho do país com maior área ardida em apenas dois incêndios, o primeiro dos quais proveniente da Sertã, o segundo de Alvaiázere”, explicou.

Congratulando-se com a visita do comissário europeu a Mação, o único município assolado pelos fogos que Carlos Moedas visitará nesta deslocação, António Louro lembrou que a autarquia “pediu a ativação do Plano Juncker para a floresta em março de 2016, aquando da visita do primeiro-ministro, António Costa”, no âmbito do Dia Mundial da Floresta.

Em Mação, na terça-feira, segundo o comunicado da Comissão Europeia, Carlos Moedas pretende “observar o impacto dos incêndios florestais deste verão, conhecer o sistema ‘MacFire’”, criado pela autarquia, “e a Zona de Demonstração Florestal” do concelho.

O comissário também “pretende ver no terreno o apoio prestado pela União Europeia no combate aos incêndios florestais através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, a utilização dos diferentes fundos europeus acionados no seguimento dos incêndios, e reconhecer simbolicamente o trabalho dos bombeiros voluntários”.

Agenda do Comissário europeu Carlos Moedas em Portugal (29 e 30 de agosto)

29 de agosto

10.00 – [Mação] Receção pelo Executivo Camarário de Mação.

10.30 – [Mação] Visita ao Quartel dos Bombeiros Voluntários de Mação. Briefing sobre o sistema “MacFire” (sistema de monitorização e de combate de incêndios em tempo real).

11.30 – [Mação] Visita aos locais ardidos nos incêndios de julho e agosto de 2017. Visita a uma Zona de Demonstração Florestal.

12.30 – [Mação] Declarações à imprensa com o Presidente da Câmara Municipal de Mação, Vasco Estrela.

20.00 – [Castelo de Vide] O Comissário Carlos Moedas é orador no Jantar-Conferência na Universidade de Versão do PSD (organização do Instituto Sá Carneiro).

 

30 de agosto

9.00 – [Monsanto] O Comissário Carlos Moedas conversa com Pedro Benevides, Editor de Política da SIC sobre assuntos Europeus. A sessão tem por título “Eu, Carlos Moedas, europeísta de Beja”. Esta participação decorre no programa do Summer CEmp, uma iniciativa da Representação da Comissão Europeia em Portugal com o apoio da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e da rede de Aldeias Históricas de Portugal. São três dias a debater a Europa, em Monsanto, com 40 jovens universitários e cerca de 45 oradores. O programa está disponível aqui.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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