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Sábado, Setembro 18, 2021

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Incêndios: Bispo de Leiria/Fátima apela à responsabilidade política na prevenção

O bispo de Leiria/Fátima, António Marto, apelou na sexta-feira à responsabilidade dos políticos para uma “política eficaz” de prevenção dos incêndios florestais, defendendo que a prevenção que se deve estender aos cidadãos e sociedade civil.

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“Um apelo à responsabilidade dos políticos em ordem a uma política eficaz de prevenção, que não fique só nas palavras e nas boas intenções”, disse António Marto, na conferência de imprensa que marcou o arranque da Peregrinação do Migrante e do Refugiado, que decorre até este sábado no Santuário de Fátima.

“Agora todos falam, todos fazem promessas, mas depois esquece-se em pouco tempo”, desabafou António Marto, adiantando que a sociedade civil procura responder nestas alturas de crise com a sua solidariedade, o Governo “dá algum apoio e vai-se remediando”.

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“Neste caso, o melhor ataque é a defesa, defender o património através das medidas de prevenção”, defendeu, recusando enumerar a que medidas se referia e transferindo essa competência para os técnicos e para os políticos.

Ao citar a responsabilidade política na prevenção, António Marto explicou que quis abranger “todos os políticos”, inclusive ao próprio parlamento, “que tem uma responsabilidade por uma política de prevenção que já vem de há longos anos”.

“Assistimos sempre a estas tragédias, estas calamidades, em cima do momento procuramos sempre desenrascarmo-nos o melhor possível mas sem uma política pensada, programada, com antecedência e que procure a união de todos”, argumentou.

Intervindo a propósito do que considerou ser o “estado de calamidade e emergência nacional provocado pela série de incêndios devastadores”, António Marto defendeu que a prevenção deve estender-se aos cidadãos a toda a sociedade civil “tendo presente que o nosso planeta é a nossa casa comum”.

António Marto, que se assumiu como “um homem do interior, com raízes telúricas, rurais”, lembrou que especialmente o interior norte do país “foi sempre, desprezado, esquecido” e, sem trabalho, as populações forçadas a deslocarem-se para as cidades ou a emigrarem, tendo o território ficado desocupado e não cultivado.

“Isso devia ser também uma das prioridades da política nacional. Atender á possibilidade de revitalizar a agricultura, o cultivo, os incentivos,

O bispo de Leiria/Fátima expressou ainda solidariedade e condolências às famílias das vítimas mortais dos incêndios, lembrando ainda os que perderam casas e bens, e “alento e reconhecimento” aos bombeiros, autarquias, populações e a todos os envolvidos no combate aos incêndios, “até à exaustão física e psicológica”.

Na ocasião, António Marto anunciou um donativo de 50 mil euros do Santuário de Fátima para a campanha de angariação de fundos da Cáritas Portuguesa, destinada às vítimas dos incêndios, “não fechando as portas a possibilidade de outro donativo porventura necessário”.

Agência de Notícias de Portugal

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