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Segunda-feira, Outubro 25, 2021

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Incêndios | Abrantes recebe apoios do Governo para reposição de 60% dos danos

A presidente da Câmara de Abrantes anunciou a aprovação do contrato de auxílio financeiro de 60% no âmbito do Fundo de Emergência Municipal (FEM) para apoio aos danos causados pelos incêndios de 2017, tendo a presidente da autarquia sido questionada pelo seu posicionamento relativamente a Mação, que reclama apoios de 100%.

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Maria do Céu Albuquerque (PS), que também preside à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) foi questionada nessa qualidade pelo vereador do PSD, Rui Santos. “Eu sei que não estamos em reunião da comunidade intermunicipal, mas não consigo dissociar que a presidente da Câmara de Abrantes também é presidente da CIMT. Eu queria saber, é uma pergunta direta, qual tem sido a posição pública da senhora presidente relativamente a um concelho nosso vizinho e que faz parte da nossa Comunidade, que é Mação, que teve nesse incêndio a maior área florestal ardida nesse ano. Até hoje – pode ser desconhecimento meu – não vi qualquer posição pública relativamente a este assunto por parte da senhora presidente”, questionou.

Maria do Céu Albuquerque respondeu afirmativamente: “ a Comunidade [CIMT] desde o primeiro momento tomou posição relativamente à matéria…senhor vereador, é só ir à procura…desde o primeiro momento que tomámos posição reivindicando para os concelhos ardidos, não só Mação, como Sertã, como Vila de Rei, como Ferreira do Zêzere, aquilo que fosse justo para corresponder aos estragos que foram provocados. E portanto…”.

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O vereador do PSD insistiu, ao afirmar que “temos de ser solidários…se somos solidários com uns, temos de ser solidários com outros…”, ao que a presidente da Câmara de Abrantes  disse: “nunca deixei de ser solidária… não vou entrar em tricas políticas em relação a essa matéria, porque a posição da Comunidade é consensual em relação a essa matéria e tomámos posição inicialmente logo, e reiterámo-la nos diversos fóruns no sentido de criar condições para Mação poder ter acesso aos instrumentos necessários para poder fazer face aos estragos que tiveram e não vou estar a discutir aqui questões que não dizem respeito e que são questões meramente políticas…”

“É a questão de solidariedade entre municípios…”, continuou Rui Santos, questionando também pelos apoios de 60% a Abrantes e de 100% a outros municípios.

“Peço desculpa, eu não vou entrar nesse tipo de discussão, senhor vereador. Não vou! Não vou entrar em discussão com esse tipo de discussão. Aqui o que está em causa é que veio uma correspondência a dizer que nós vamos receber 276.113,12 euros que diz respeito a uma candidatura que nós apresentámos para fazer face àquilo que foram os estragos no nosso concelho e é sobre o meu concelho que eu neste momento estou a falar e não vou falar sobre outros”, concluiu.

No final da reunião de executivo de terça-feira, questionada pelos jornalistas sobre se se sentia confortável com o apoio governamental de 60% dos prejuízos, Maria do Céu Albuquerque disse que “sim, claramente”.

“Todos nos sentimos muito confortados porque é um esforço também que está a ser feito para nos poder ajudar a minimizar alguns impactes que no nosso concelho, felizmente, foram muito pequenos. Tivemos duas habitações [afetadas pelas chamas], uma totalmente, a outra não, mas que acabou por ser uma requalificação total da própria habitação que não reunia condições de habitabilidade condignas e que foram completamente reabilitadas com o apoio também da autarquia e da Cáritas Diocesana de Portalegre e Castelo Branco. E depois há estas pequenas questões que nós iríamos ter que fazer e que esta verba, no fundo, vem minimizar também o impacte financeiro que tivemos no nosso orçamento por via dos incêndios do ano passado.

Questionada sobre a sua posição na qualidade de presidente da Comunidade Intermunicipal, Maria do Céu Albuquerque reiterou que “a CIMT, desde o primeiro momento, tomou uma posição em relação a esta matéria que entendeu que devíamos ser todos tratados por igual, sendo que, do meu ponto de vista pessoal, entendo também que não podemos pedir tratamento igual para aquilo que é desigual. No caso do município de Abrantes, em concreto, aquilo que tivemos claramente corresponde àquilo que nós esperávamos que acontecesse. Aliás, até mais do que aquilo que esperávamos que viesse a acontecer, atendendo à dimensão daquilo que foram os flagelos do ano passado no país inteiro. Em relação a Mação eu não conheço o detalhe de todo o processo, mas estou absolutamente solidária com o meu colega que pede um tratamento igual nomeadamente aos municípios de Sertã, que são vizinhos, que se tocam e em que as condições são diferentes, pese embora também a grande área ardida que aconteceu.

A autarca foi também questionada sobre a possibilidade de Mação avançar com um ação judicial contra o Estado e se, nesse caso, a presidente de Abrantes e da CIMT estariam solidárias com o concelho maçaense, ao que Maria do Céu Albuquerque disse ainda não saber responder.

“Não sei, isso vamos decidir em se própria e não em sede de Câmara Municipal de Abrantes. Neste momento isso será decidido depois de discutirmos essa questão em sede própria que é a CIMT, portanto não vou aqui antecipar qualquer tipo de cenário porque essa discussão vamos fazê-la seguramente em breve na CIMT”, concluiu.

Os apoios a Abrantes são relativos à “Reposição dos danos em infraestruturas e equipamentos municipais provocados pelos incêndios ocorridos nos meses de julho e agosto de 2017, no Município de Abrantes” e que se referem a sistemas de distribuição pública de água; sinalética turística; reparação e equipamentos pesados afetos ao apoio das operações de combate aos incêndios e rescaldo; equipamentos e estradas municipais.

Este apoio financeiro resulta de uma candidatura apresentada pelo município de Abrantes, no valor total de 276.113,12€, sendo aprovada a comparticipação de 165.667,87€.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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