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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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“Ignorância – parte 2”, por Vasco Damas

Em jeito de complemento, na sequência da minha crónica da semana passada, lembrei-me de uma das conversas, que, entretanto, infelizmente foram rareando, tida há largos meses com um amigo que muito estimo, onde ele “largou” um “se tu soubesses o que eu não sei, eras um génio!”.

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Confesso que olhei para ele semicerrando os olhos a tentar descobrir onde é que se tinha escondido o meu verdadeiro amigo e só mais tarde entendi a verdadeira dimensão das suas palavras.

Com efeito o nosso conhecimento é limitado quando o comparamos com a imensidão que desconhecemos e, normalmente, são aqueles que mais sabem que têm uma atitude mais humilde perante esse conhecimento.

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O contrário também é verdade e costuma manifestar-se de forma mais ostensiva. Aqueles que menos sabem gostam de mostrar o seu desconhecimento tentando mostrar que sabem mas mostrando invariavelmente que não sabem. É uma deficiência no ego com base numa insuficiência da educação.

Voltando ao meu amigo e às nossas raras conversas, tenho que ter a humildade para afirmar que, apesar de cada vez mais raras, “regresso” sempre mais rico dessas nossas conversas. A partilha altruísta do seu conhecimento permite-me, invariavelmente, passar a olhar para os factos com muito maior amplitude.

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Felizmente tenho mais amigos assim. Amigos que me “enriquecem” mas que me dão espaço para “enriquecer” à minha maneira. Amigos que partilham mas que não impõem. Amigos que me ensinam, que me acrescentam valor e que contribuem para diminuir a minha ignorância. Amigos que, acima de tudo, me ajudam a relativizar o meu conhecimento.

Enquanto assim for, terei a humildade para continuar a aprender, sempre consciente que por mais que aprenda, esse conhecimento será sempre infinitamente mais pequeno que o meu desconhecimento…

Em síntese, continuarei a “assentar” a minha evolução nestes pilares: um ínfimo copo de conhecimento à deriva num imenso mar de ignorância!

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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