ICNF seleciona empresa GKapital para elaborar projeto piloto de transformação da paisagem

Já está escolhida a empresa que vai elaborar o plano de reordenamento e gestão de paisagem nos municípios de Mação, Sertã, Vila de Rei, Proença-a-Nova e Oleiros. Foi selecionada a empresa Gkapital – Consulting and Investment, com sede em Santo Tirso, entre as 13 que apresentaram propostas ao concurso público lançado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

O objetivo do plano é recuperar a área ardida e ativar a gestão agroflorestal, numa lógica de “promover o desenho da paisagem como referencial de uma nova economia dos territórios rurais, que promova uma floresta multifuncional, biodiversa e resiliente, mais rentável, com mais capacidade de sequestro de carbono e capaz de produzir e consumir melhores serviços a partir dos ecossistemas”, conforme explicou o Secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, numa reunião realizada em maio na Sertã.

Inicialmente o plano estava previsto apenas para os concelhos de Mação, Sertã e Vila de Rei, mas foi depois alargado aos concelhos de Oleiros e Proença-a-Nova.

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Estes cinco municípios “vão contar com apoios para 20 anos para implementar e desenvolver estes projetos em áreas indicativas iniciais de mil hectares, e que visam criar uma nova paisagem no mundo rural, criando mosaicos e reintroduzindo a agricultura nalguns locais, privilegiando a biológica, de modo a compartimentar a floresta e melhor defende-la e proteger dos incêndios”, referiu na ocasião João Paulo Catarino.

O chamado Programa de Transformação da Paisagem, segundo o Secretário de Estado, “dá continuidade à reforma florestal iniciada na anterior legislatura e constitui-se como um programa de intervenção integrada em territórios vulneráveis, através da alteração nos modelos de ocupação e gestão dos solos e da sua valorização, tornando-os mais resilientes ao risco de incêndio”.

A empresa selecionada tem 210 dias para elaborar o projeto, adjudicado por 156 mil euros + IVA. Além da GKAPITAL, concorreram: SYNERGLOBAL, QUATERNAIRE PORTUGAL, FORESTFIN, GEOXXI, Montadigo, Terraforma, Hidurbe, GeoAtributo, Território XXI, BIODESIGN, Instituto Superior de Agronomia e GEOPLAN.

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José Gaio
Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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