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Terça-feira, Dezembro 7, 2021
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Hospital de Santarém deixa de recorrer ao bloco de Torres Novas que custou 5ME

O Hospital de Santarém anunciou hoje que vai deixar de recorrer ao bloco operatório do hospital de Torres Novas a partir de 01 de junho. O uso deste hospital representou, durante dois anos, um esforço financeiro de cinco milhões de euros.

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Em comunicado, o conselho de administração do Hospital Distrital de Santarém (HDS) afirma que, “com a previsibilidade de ter o seu bloco operatório central em funcionamento em outubro próximo”, deixará de utilizar as instalações da unidade de Torres Novas do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) a partir de 01 de junho.

Num balanço dos dois anos em que, devido às obras para colmatar deficiências, nomeadamente no sistema de climatização do seu bloco operatório, recorreu às instalações do CHMT em Torres Novas, o HDS afirma que foram aí realizadas cirurgias em 1.304 doentes, “maioritariamente residentes de Santarém, Cartaxo, Rio Maior, Salvaterra de Magos, Almeirim, Coruche e Alpiarça”.

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“Saliente-se, contudo, que, sendo objetivo fundamental dar uma resposta atempada às necessidades cirúrgicas da população da área de influência do HDS, esta colaboração e cooperação representou um esforço financeiro muito significativo para o orçamento do HDS, na ordem dos cinco milhões de euros”, refere a nota.

Essa verba incluiu 2.690.625 euros para o aluguer das salas operatórias e cerca de 100.000 euros para consumíveis a pagar ao CHMT.

A estes valores juntaram-se 500.000 euros de investimento em equipamentos para o bloco de Torres Novas, remunerações adicionais às equipas cirúrgicas na ordem dos 960.000 euros e os custos em transportes de profissionais e material cirúrgico entre as instituições e trabalho extraordinário no valor de mais de 740.000 euros.

“A utilização do bloco operatório de Torres Novas permitiu, em simultâneo, ao Centro Hospitalar do Médio Tejo uma ocupação mais racional daquele espaço e, ao HDS, minimizar constrangimentos no acesso aos cuidados de saúde da população do distrito de Santarém. As sinergias criadas são uma mais-valia e uma demonstração da vitalidade do Serviço Nacional de Saúde”, acrescenta.

A administração do HDS afirma que, com a conclusão das obras do bloco operatório central e a sua “total rentabilização”, estará em condições de “dar uma melhor e atempada resposta aos doentes” da sua área de influência, minimizando os custos e melhorando a qualidade dos serviços prestados à população.

As obras no bloco operatório do HDS, iniciadas há cerca de três anos, estiveram interrompidas por falta de visto do Tribunal de Contas, situação resolvida após a entrada em funções do novo conselho de administração liderado por Ana Infante.

Numa visita realizada pelo primeiro-ministro ao HDS há cerca de um mês, Ana Infante referiu que os investimentos em curso, de quatro milhões de euros em obra e 2,4 milhões de euros em equipamentos, visa ter um bloco operatório “a funcionar a 100%” para combater as listas de espera e cumprir as metas assistenciais, prevendo-se um aumento da atividade cirúrgica da ordem dos 25% a 35%, com as cinco salas de que passará a dispor.

No período de obras, além do recurso a Torres Novas, o bloco operatório central tem funcionado com apenas duas salas, uma delas retirada à unidade de cirurgia de ambulatório, que, segundo a administradora do HDS, verá igualmente a sua atividade aumentada em 25% depois de concluída a intervenção em curso.

Agência de Notícias de Portugal

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