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Sábado, Outubro 16, 2021

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Hora do Planeta assinalada em 131 municípios

A Hora do Planeta assinala-se este sábado, dia 27 de março, entre as 20h30 e as 21h30, em 131 municípios portugueses e várias autarquias do Médio Tejo anunciaram também a sua adesão à iniciativa, como Abrantes, Constância, Sertã, Tomar, Torres Novas ou Vila de Rei. A Hora do Planeta é um movimento global de alerta contra a alterações climáticas que teve início em 2007, sendo que neste ano de 2021, a iniciativa é dedicada à água e às alterações climáticas.

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A autarquia de Abrantes, por exemplo, já anunciou que vai voltar a aderir simbolicamente à iniciativa apagando, naquele período, as luzes no Castelo de Abrantes, na Praça D. Francisco de Almeida e na Torre de Telecomunicações do Alto de Santo António.

Constância vai também associar-se à Hora do Planeta, tendo a autarquia dado conta de que vão ser desligadas as luzes do edifício dos Paços do Concelho, bem como do largo da Igreja Matriz de Constância e do Açude de Santa Margarida da Coutada. Ainda no âmbito desta iniciativa, o município compromete-se a “ser mais eficiente no uso da água, nomeadamente, na rega dos espaços verdes”.

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O Município de Tomar adere também à iniciativa Hora do Planeta desligando as luzes do edifício dos Paços do Concelho e Convento de Cristo entre as 20h30 e as 21h30.

Em Torres Novas serão desligadas as luzes do Castelo, Paços do Concelho, Monumento de Homenagem aos Antigos Combatentes, Convento do Carmo e Centros Escolares de Meia Via, Pedrogão, Visconde de São Gião, Assentis e Chancelaria. Ainda neste âmbito, o Município de Torres Novas assumiu o compromisso com a “Hora do Planeta”, no que diz respeito a medidas sustentáveis, de dar continuidade em 2021 à substituição de iluminação, nos equipamentos e vias públicas do concelho, por luminárias LED.

O Município de Vila de Rei, por sua vez, também já anunciou que adere à iniciativa Hora do Planeta deste sábado, dia 27 de março, apagando as luzes do Centro Geodésico de Portugal e da réplica do Centro Geodésico junto à Churrasqueira Central, na vila.

Na Sertã, o município irá desligar as luzes do edifício dos Paços do Concelho, da Ponte viária da Carvalha e da Ponte Filipina, contribuindo para a tomada de consciência no que diz respeito à água e alterações climáticas, que servem de mote à iniciativa deste ano. O município estende a iniciativa à participação de todos e convida a população a desligar as luzes durante aquela hora, apelando a “um gesto de compromisso com as alterações climáticas, e a partilhar nas redes sociais com os hashtags #horadoplaneta21 e #sertã”.

Hora do Planeta 2021. Imagem: DR

Hora do Planeta assinalada hoje em 131 municípios

A Hora do Planeta, ação mundial contra as alterações climáticas, é assinalada hoje, entre as 20:30 e as 21:30, por 131 municípios de Portugal.

Durante uma hora, a população é desafiada a apagar as luzes das suas casas, tal como vai acontecer em Lisboa com a iluminação decorativa na Ponte 25 de Abril, na Assembleia da República, no MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia e no Cristo Rei. No Porto ficam às escuras a Ponte da Arrábida, a Ponte do Freixo e a Estação Ferroviária de São Bento.

Segundo a entidade promotora do evento em Portugal, a Associação Natureza Portugal (ANP), em Portugal aderiram 131 municípios “com compromissos de sustentabilidade a realizar até ao final deste ano, marcando o momento com o célebre apagão dos seus monumentos”.

A data é também assinalada, à mesma hora, com uma conversa virtual sobre “Água e Alterações Climáticas”, a transmitir nas plataformas digitais da ANP e com a participação da embaixadora da iniciativa, Leonor Poeiras, do compositor Rodrigo Leão, do fundador do Loving the Planet e voz dos documentários BBC Vida Selvagem, Eduardo Rêgo, dos responsáveis pelo projeto É P’ra Amanhã, Francesco Rocca e Luís Costa, da diretora da ANP, Ângela Morgado, e dos especialistas em água, oceanos e pescas, Afonso do Ó e Rita Sá.

A diretora da ANP salienta a necessidade de união no combate às alterações climáticas e acentua que a água é uma das maiores preocupações.

“Portugal, e a Península Ibérica, estão em escassez hídrica, e os efeitos das alterações climáticas apenas irão agravar esta situação. É urgente criar uma estratégia para mitigar estes efeitos e acautelar um futuro com água para todos, isto é, para as pessoas e para a natureza”, preconiza Ângela Morgado.

À Hora do Planeta, assinalada em mais de 180 países e territórios, associaram-se em Portugal, para além dos 131 municípios, 64 organizações e oito empresas.

Foto: DR

ONU pede ao mundo para “fazer as pazes com a natureza” e garantir futuro do planeta

A ONU apelou ao mundo para “fazer as pazes com a natureza”, frisando que os humanos têm transformado a Terra num planeta cada vez mais inabitável devido à poluição, às alterações climáticas e à perda de biodiversidade.

O apelo surge num relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), sob o título “Fazer as pazes com a natureza” e elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que defende que o mundo tem de fazer mudanças dramáticas ao nível da sociedade, da economia e da vida quotidiana para garantir o futuro do planeta.

Ao contrário de anteriores relatórios que evitavam, por exemplo, apontar aos líderes mundiais as medidas necessárias e concretas a adotar, o documento divulgado em fevereiro faz uma análise interligada da crise ambiental (clima, biodiversidade e poluição) e indica de forma clara o que deve ser mudado no mundo.

Por exemplo, o relatório apela a uma mudança ao nível das tributações dos governos e na forma como os Estados valorizam a produção económica.

A Hora do Planeta assinala-se no próximo dia 27 de março, entre as 20h30 e as 21h30. Foto: DR

O relatório também defende alterações na forma como a energia é gerada e na maneira como as pessoas se deslocam, como praticam certas atividades económicas, como é o caso das pescas e da agricultura, ou mesmo como se alimentam.

“Sem a ajuda da natureza, não iremos prosperar ou mesmo sobreviver”, declarou o secretário-geral da ONU, António Guterres, na apresentação do relatório, feita em conjunto com a diretora-executiva do PNUMA, Inger Andersen.

“Por muito tempo, temos travado uma guerra sem sentido e suicida contra a natureza. Chegou a hora de reavaliar e de redefinir a relação com a natureza”, reforçou Guterres, lamentando o facto de os governos internacionais “ainda estarem a pagar mais para explorar a natureza do que para protegê-la”.

Em termos globais, e segundo indicadores da ONU, os países gastam entre quatro e seis biliões de dólares por ano em subsídios que prejudicam o meio ambiente.

O secretário-geral da ONU lembrou, no entanto, que as “escolhas das pessoas” são igualmente importantes.

Cerca de dois terços das emissões globais de dióxido de carbono (CO2), por exemplo, estão direta ou indiretamente ligadas às famílias.

A diretora-executiva do PNUMA afirmou, por sua vez, que a atual crise da doença covid-19, ao mostrar como a saúde das pessoas e a natureza estão interligadas, “revelou a necessidade de uma mudança radical na forma como se vê e valoriza a natureza”.

Para Inger Andersen, esta reflexão no momento de tomar decisões, sejam pessoais ou políticas, pode “trazer uma mudança rápida e duradoura em direção à sustentabilidade para as pessoas e o meio ambiente”.

Em declarações à agência espanhola EFE, um dos autores do relatório, Robert Watson, frisou que “a situação é realmente urgente e as ações são muito necessárias, por isso o PNUMA quis expressar o problema de uma forma muito clara: os problemas ambientais estão interligados”.

“Os nossos filhos e os filhos deles vão herdar um mundo com acontecimentos climáticos extremos”, referiu o mesmo perito, citado por outros ‘media’ internacionais, enumerando “um aumento do nível do mar, uma perda drástica de plantas e de animais, uma insegurança alimentar e hídrica e um aumento da probabilidade de pandemias futuras”.

“A emergência é de facto mais profunda do que pensávamos há apenas alguns anos”, salientou o cientista.

Para Rachel Warren, coautora do documento, este novo relatório do PNUMA também tem o mérito de juntar “várias estatísticas assustadoras que não tinham sido realmente reunidas”.

É o caso, entre outros dados segundo Rachel Warren, dos nove milhões de pessoas que morrem todos os anos devido à poluição, de um milhão de espécies de plantas e de animais que estão ameaçadas de extinção ou das 400 milhões de toneladas de metais pesados, lamas tóxicas e de outros resíduos industriais que são lançadas anualmente nas águas a nível mundial.

c/LUSA

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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