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Sexta-feira, Julho 23, 2021

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“Grafitagem ou “pichação” (br), por Massimo Esposito

Grafitagem e pichação são dois termos completamente diferentes. Como motard e motoqueiro. Quem se dedica a grafitagem é alguém que desenvolve a ARTE de pintar sobre muros ou outras superfícies de grande dimensões, com objetivos e temas bem definidos, como Violant ou Mr.Thoms.  Os que se dedicam a pichação, são pessoas sem arte nem parte, que sujam qualquer superfície que se lhe apresentem e sem objetivos nem temas, resolvendo ferir a nossa vista com riscos e manchas sem valor.

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Falo sobre este assunto, visto a recente tragédia que aconteceu aos três jovens que morreram atropelados pelo comboio (os meus pêsames as famílias). Três jovens vidas que acabaram abruptamente sem causa e sem saber bem o motivo. Três jovens que poderiam ter desenvolvido  uma vida artística e oferecer belas imagens, se fossem pessoas que realizassem Graffiti.

MAS NÃO! Eles se dedicavam a pichação, a ações que se realizam no escuro, com cara tapada, como desafio para mostrar a outros quanto são melhores e mais rápidos a sujar um comboio ou um autocarro. Jovens que sentem que devem dizer algo através da expressão artística, que se sentem atraídos por valores artísticos..mas que desconhecem a maneira correta. São Jovens que não devemos culpar totalmente, acusar é fácil e populista. Devemos observar mais a fundo as razões do que eles fazem.

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Então há aqui dois CULPADOS. Primariamente a família, que não se informa adequadamente do que o filho faz, dos seus desejos e aspirações, que não o segue e acompanha (todos nos sabemos que a maiorias das famílias não querem que os filhos sigam os estudos na área artísticas, querem filhos engenheiros, médicos ou advogados). Os pais criaram uma vida nova, um ser novo, não um clone ou um boneco, e se o rebento tem inclinação artística DEVEM apoia-lo, ajuda-lo a conhecer e encontrar a própria maneira de se expressar.

O segundo CULPADO é a sociedade (estado, município, escola….) que não apoia, ajuda, informa, acarinha quem tem estes desejos ..as vezes  são marginalizados, denegridos e até criminalizados.  Sei de casos de Municípios que encomendam graffiti e depois pagam só com alimentação e alojamento!!!É claro que se tivessem possibilidades e auxílios de poder conhecer, comunicar e interagir abertamente e ser seguidos por professores ou artistas já conhecidos, tudo isto não acontecia.

TUDO PODE SER ARTE, só se for com bases e técnicas bem alicerçadas e com objetivos claros, com acompanhamentos apropriados. Espero vivamente que não aconteçam mais tragedias deste tipo e que possamos ver mais graffiti artísticos nas nossas cidades.

 

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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