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Quarta-feira, Janeiro 26, 2022
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Governo “vai mesmo avançar” com cadastro florestal e investir nos sapadores florestais

O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje que o Governo “vai mesmo avançar” com o cadastro florestal, investindo ainda no aumento das equipas de sapadores florestais. Na região do Médio Tejo, o município de Mação foi um dos contemplados com uma das novas equipas de sapadores, composta por cinco sapadores e uma carrinha totalmente equipada, no valor de cerca de 70 mil euros, que António Louro, vice presidente da autarquia, trouxe hoje de Oliveira do Hospital para Mação.

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“É uma carrinha nova, completamente equipada, e uma equipa de sapadores que significa cinco novos postos de trabalho na floresta de Mação, uma ajuda importante para a proteção e controle da vegetação”, disse o autarca ao mediotejo.net.

“O cadastro vai mesmo ser feito”, afirmou António Costa, no concelho de Oliveira do Hospital, na cerimónia de apresentação de 20 novas equipas de sapadores florestais, em que também foi assinalado o 10º aniversário da criação da primeira Zona de Intervenção Florestal (ZIF) do país, a ZIF do Alva e Alvoco.

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Segundo o primeiro-ministro, “há décadas que todos os governos têm medo de avançar com o cadastro”, mas o atual executivo está determinado a promover a sua realização.

António Costa defendeu também que o trabalho das equipas de sapadores “é absolutamente essencial” para a proteção da floresta portuguesa, o que levou o Governo a “descongelar o programa” dos sapadores florestais, que estava parado desde 2009.

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“A chave é limpar a floresta a tempo e horas”, com os sapadores a fazerem esse trabalho durante o inverno e reforçarem a vigilância no verão, disse António Costa.

Ao mesmo tempo, o Governo, que conta com apoio de todos os partidos da esquerda parlamentar – PS, Bloco de Esquerda, PCP e Verdes – avançará com “uma grande reforma florestal” necessária “para o futuro do país”.

Independentemente de essa reforma “só produzir efeitos a médio prazo”, há razões “para não adiar mais aquilo que foi adiado”, acrescentou.

Para António Costa, importa que a floresta, em Portugal, “seja cada vez menos uma ameaça” para as populações, a economia e o ambiente.

Acompanhado pelo ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, e outros membros do Governo, António Costa preconizou, igualmente, um redobrado esforço na criação de novas ZIF no país.

“Uma gestão isolada da floresta não permite valorizar o património” dos proprietários, referiu, nem “gerir em segurança” o conjunto das múltiplas parcelas, designadamente na região Centro, onde predomina o minifúndio, o que levou o Governo a “voltar à ideia das ZIF”, que avançou em 2006, no primeiro executivo de José Sócrates.

António Costa adiantou ainda que a reforma florestal “vai ter um impacto superior no país” àquele que o projeto do Alqueva “já teve no Alentejo”.

Pouco antes, já Capoulas Santos tinha recordado que o Alqueva avançou há cerca de 20 anos, num governo de António Guterres, quando ele próprio foi pela primeira vez ministro da Agricultura.

“O que estamos a fazer na floresta é uma coisa com muito mais profundidade do que aquela que o Alqueva conheceu”, realçou o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.

A ZIF do Alva e Alvoco, onde decorreu a cerimónia com António Costa, foi criada, em 2006, pela Caule – Associação Florestal da Beira Serra.

O seu presidente, Vasco Campos, pediu ao Governo para “não abandonar as ZIF”, um modelo de gestão florestal que “dá resultados”.

“Este é o tempo de nos concentrarmos e darmos todos o nosso melhor para lidar com o problema dos incêndios florestais e suas consequências”, preconizou, por sua vez, o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino.

Para José Carlos Alexandrino, importa apostar “nas soluções, evitando alarmismos contraproducentes, apostando num bom sistema de informação que ligue e articule todos os agentes no terreno”.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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