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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Golegã | População saiu à rua em apoio às novas regras da Feira do Cavalo (c/vídeo)

O Presidente da Câmara da Golegã manifestou-se nesta quinta feira, dia 8, em defesa do respeito por todos e contra os comportamentos excessivos durante a Feira da Golegã. Veiga Maltez falava perante dezenas de pessoas que se concentraram em frente ao secretariado da Feira em sinal de apoio ao Município pelas novas regras no evento.

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Numa curta intervenção, o autarca quis deixar bem claro que não aceita alterar as novas regras, em sinal de respeito pela população e pelos visitantes.

Para a edição deste ano da Feira do Cavalo, a Câmara decidiu que “a circulação de Cavalos ou de Carros de Cavalos, entre as 2 e as 7 horas da manhã, será interdita, como proteção à fadiga animal, além de evitar atitudes, que ponham em causa a dignidade do importante acontecimento, que é a nossa Feira”.

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Uma decisão que vai ao encontro das reivindicações dos moradores e que é contestada por um grupo de cavaleiros.

A manifestação desta quinta feira surgiu através das redes sociais num evento criado por José Miguel Riachos, goleganense que se sentiu impelido a “fazer qualquer coisa” para demonstrar a solidariedade da população para com a Câmara no que respeita aos novos horários e circuitos de circulação de cavalos.

Manifestação a favor das novas regras definidas pela Câmara Municipal da Golegã para a Feira do Cavalo, que proíbe a circulação de animais entre as 2 e as 7 horas.

Publicado por mediotejo.net em Quinta-feira, 8 de Novembro de 2018

Até aqui tinham sido alguns cavaleiros que contestavam os horários e circuitos definidos para a Feira chegando a desafiar as autoridades ao não cumprir o “recolher obrigatório” dos cavalos a partir das 2 da manhã.

“Enquanto Goleganense e perante os acontecimentos dos últimos dias, sinto que chegou a altura de tomarmos uma posição. Chegou a altura de nos juntarmos e apoiarmos este executivo que teve a coragem de implementar novas regras na nossa Feira do Cavalo. Regras que visam uma feira mais moderna, mais segura e mais respeitadora da liberdade de todos”, escreve José Miguel Riachos na convocatória para a manifestação.

Refere-se aos cavaleiros contestatários como sendo “um grupo de indivíduos que desde o início da edição têm vindo a desafiar toda a gente, insistindo em não cumprir com as normas. Habituaram-se nos últimos anos a viver na sua redoma, não respeitando muitas vezes pessoas ou animais. Tentam criar as próprias leis, no sentido de satisfazer o seu ego, refugiando-se no falso argumento de que assim é assim que se mantém tradição”.

José Miguel Riachos considera que “andar em cima de um cavalo muitas vezes embriagado até de madrugada, não é nem nunca será tradição. Não respeitar sinais de trânsito não é tradição. Não respeitar o repouso e bem estar do cavalo não é tradição. Não só não é tradição como é um total desrespeito por tudo e todos”.

Contra a “forma prepotente e arrogante” com que este grupo exige o fim das novas regras, o goleganense critica os que se julgam donos da feira e da Golegã. “Muitos deles não têm sequer vergonha de afirmar que a feira é para eles e sem eles a nossa Vila não é nada. Pois eu digo que a feira é de todos! É dos verdadeiros cavaleiros, é dos Goleganenses e é de todos os que a visitam. E é por essa liberdade que devemos lutar! Pela liberdade, pela segurança e pelo respeito geral”, defende José Miguel Riachos.

Numa demonstração de que “a feira somos todos nós”, os manifestantes mantiveram-se durante cerca de meia hora concentrados no local, com vigilância discreta da GNR.

À manifestação associaram-se, além do Presidente da Câmara, outros elementos do Executivo, o Presidente da Assembleia Municipal, entre outras figuras.

Para este sábado está marcada outra manifestação desta vez dos que estão contra as novas restrições.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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